16º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

Marta e Maria (1)

“É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom.”  (Sl 53,6.8)

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

Leituras da liturgia eucarística: Gn 18,1-10ª; Sl 14; Cl 1,24-28; Lc 10,38-42

 

EVANGELHO: Lc 10,38-42

marta_maria_e_jesus

Naquele tempo, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra.

Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!”

O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.

 

REFLEXÃO

“Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Também neste domingo continua a leitura do capítulo 10 do evangelista Lucas. O trecho de hoje refere-se a Marta e Maria. Quem são estas duas mulheres? Marta e Maria, irmãs de Lázaro, são parentes e discípulas fiéis do Senhor, que habitavam em Betânia. São Lucas descreve-as com estes termos: Maria, aos pés de Jesus, «ouvia a sua palavra», enquanto Marta estava comprometida em muitos serviços (cf. Lc 10, 39-40). Ambas oferecem hospitalidade ao Senhor, que estava de passagem, mas fazem-no de modo diverso. Maria põe-se aos pés de Jesus, à escuta, e Marta ao contrário deixa-se absorver pelos afazeres e está tão ocupada a ponto de se dirigir a Jesus dizendo: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Diz-lhe que me ajude» (v. 40). E Jesus responde-lhe, repreendendo-a com docilidade: «Marta, Marta, andas muito inquieta e preocupas-te com muitas coisas, no entanto, uma só coisa é necessária» (vv. 41-42).

Que quer dizer Jesus? Qual é a única coisa de que temos necessidade? Antes de tudo, é importante compreender que aqui não se trata da oposição entre duas atitudes: a escuta da palavra do Senhor, a contemplação, e o serviço concreto ao próximo. Não são duas atitudes opostas entre si mas, ao contrário, trata-se de dois aspectos, ambos essenciais para a nossa vida cristã; aspectos que nunca devem ser separados, mas vividos em profunda unidade e harmonia. Mas então por que motivo Marta é repreendida, embora o seja com docilidade, por parte de Jesus? Porque considerava ela essencial só aquilo que estava a fazer, ou seja, encontrava-se demasiado absorvida e preocupada com as coisas a «fazer». Para o cristão, as obras de serviço e de caridade nunca estão separadas da fonte principal de cada uma das nossas ações: ou seja, a escuta da Palavra do Senhor, o facto de estar — como Maria — aos pés de Jesus, na atitude do discípulo. É por isso que Marta é repreendida.

Amados irmãos e irmãs, também na nossa vida cristã a oração e a ação permaneçam sempre profundamente unidas. Uma oração que não leva à ação concreta a favor do irmão pobre, doente e necessitado de ajuda, o irmão em dificuldade, é uma prece estéril e incompleta. Mas do mesmo modo, quando no serviço eclesial só prestamos atenção à ação, quando damos mais importância às coisas, às funções e às estruturas, esquecendo-nos da centralidade de Cristo, sem reservar tempo ao diálogo com Ele na oração, corremos o risco de nos servirmos a nós mesmos, e não a Deus presente no irmão necessitado. São Bento resumia o estilo de vida que indicava aos seus monges com duas palavras: «ora et labora», reza e trabalha. É da contemplação, de uma forte relação de amizade com o Senhor que nasce em nós a capacidade de viver e de anunciar o amor de Deus, a sua misericórdia, a sua ternura pelo próximo. E inclusive o nosso trabalho com o irmão em necessidade, a nossa tarefa de caridade nas obras de misericórdia nos levam ao Senhor, para que nós vejamos precisamente o Senhor no irmão e na irmã necessitados.

Peçamos à Virgem Maria, Mãe da escuta e do serviço, que nos ensine a meditar no nosso coração a Palavra do seu Filho, a rezar com fidelidade, para estarmos cada vez mais concretamente atentos às necessidades dos irmãos.” (Papa Francisco, Angelus, 21 de julho de 2013)

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