21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

“Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em Vós. Tende compaixão de mim, clamo por Vós o dia inteiro.” Sl 85,1ss

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leituras da liturgia eucarística: Is 22,19-23; Sl 137; Rm 11,33-36; Mt 16,13-20

EVANGELHO:  Mt 16,13-20

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.

 

REFLEXÃO

“Caros irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo (Mt 16, 13-20) é o célebre trecho, central na narração de Mateus, em que Simão em nome dos Doze professa a sua fé em Jesus como «Cristo, Filho de Deus vivo»; e Jesus chama Simão «bem-aventurado» por esta sua fé, reconhecendo nela uma dádiva especial do Pai, e diz-lhe: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja».

Meditemos um momento precisamente acerca deste ponto, sobre a constatação de que Jesus atribui a Simão este nono nome: «Pedro», que na língua de Jesus se diz «Cefas», uma palavra que significa «rocha». Na Bíblia este termo, «rocha», é referido a Deus. Jesus atribui-o a Simão não pelas suas qualidades, nem pelos seus méritos humanos, mas pela sua fé genuína e sólida, que lhe advém do Alto.

Jesus sente no seu coração uma profunda alegria, porque reconhece em Simão a mão do Pai, a obra do Espírito Santo. Reconhece que Deus Pai conferiu a Simão uma fé «confiável», sobre a qual Ele, Jesus, poderá construir a sua Igreja, ou seja, a sua comunidade, isto é todos nós. Jesus tem a intenção de dar vida à «sua» Igreja, um povo assente não já na descendência, mas na, ou seja, na relação com Ele mesmo, uma relação de amor e de confiança. A nossa relação com Jesus constrói a Igreja. E por conseguinte, para dar início à sua Igreja Jesus tem necessidade de encontrar nos discípulos uma fé sólida, uma fé «confiável». É isto que Ele deve averiguar nesta altura do caminho.

O Senhor tem em mente a imagem do construir, a imagem da comunidade como um edifício. Eis por que motivo, quando ouve a profissão de fé pura de Simão, o designa rocha» e manifesta a intenção de construir a sua Igreja sobre aquela mesma fé.

Irmãos e irmãs, aquilo que aconteceu de modo singular em são Pedro acontece também em cada cristão que amadurece uma fé sincera em Jesus Cristo, Filho de Deus vivo. O Evangelho de hoje interpela também cada um de nós. Como está a tua fé? Cada um responda no seu próprio coração. Como está a tua fé? Como encontra o Senhor os nossos corações? Um coração sólido como a pedra, ou um coração arenoso, ou seja duvidoso, desconfiado, incrédulo? No dia de hoje far-nos-á bem pensar sobre isto. Se o Senhor encontrar no nosso coração uma fé não digo perfeita, mas sincera, genuína, então Ele verá em nós pedras vivas com as quais construir a sua comunidade. A pedra fundamental desta comunidade é Cristo, única pedra angular. Por sua vez, Pedro é pedra, enquanto fundamento visível da unidade da Igreja; mas cada batizado é chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre mas sincera, para que Ele possa continuar a construir a sua Igreja hoje, em todas as partes do mundo.

Também nos nossos dias muitas pessoas pensam que Jesus é um grande profeta, um mestre de sabedoria, um modelo de justiça… E ainda hoje Jesus pergunta aos seus discípulos, ou seja, a todos nós: «Mas vós, quem dizeis que Eu sou?». O que responderemos? Pensemos nisto. Mas sobretudo rezemos a Deus Pai, por intercessão da Virgem Maria; oremos a fim de que Ele nos conceda a graça de responder, com um coração sincero: «Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo». Esta é uma confissão de fé, este é precisamente «o credo». Repitamos juntos três vezes: «Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo».” (Papa Francisco, Angelus, 24 de agosto de 2014

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