4º DOMINGO DA QUARESMA – ANO B

“Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.” Jo 3,17

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que por vosso Filho realizais, de modo admirável, a reconciliação do gênero humano, concedei qo povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam cheio de fervor e exultando de fé. Por nosso Senhor, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

 

Leituras da liturgia eucarística2Cr 36,14-16.19-23; Sl 136; Ef 2,4-10; Jo 3,14-21

 

EVANGELHO: Jo 3,14-21

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.

De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.

Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

 

REFLEXÃO

“Queridos irmãos e irmãs

No nosso itinerário rumo à Páscoa, chegamos ao quarto domingo de Quaresma. É um caminho com Jesus através do «deserto», ou seja, um tempo durante o qual ouvir em maior medida a voz de Deus e também desmascarar as tentações que falam dentro de nós. No horizonte deste deserto perfila-se a Cruz. Jesus sabe que ela é o ápice da sua missão: com efeito, a Cruz de Cristo é o auge do amor, que nos concede a salvação. É Ele mesmo que nos diz no Evangelho: «Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja elevado, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna» (Jo 3, 14-15). A referência é ao episódio em que, durante o êxodo do Egito, os judeus foram atacados por serpentes venenosos, e muitos morreram; então, Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de bronze e que a pusesse sobre um poste: se alguém fosse mordido pelas serpentes, olhando para a serpente de bronze, ficava curado (cf. Nm 21, 4-9). Também Jesus será elevado sobre a Cruz, para que quem quer que esteja em perigo de morte por causa do pecado, dirigindo-se com fé a Ele, que morreu por nós, seja salvo. «Com efeito, Deus – escreve são João – não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3, 17).

Santo Agostinho comenta: «O médico, na medida das suas possibilidades, vem para curar o doente. Se alguém não seguir as prescrições do médico, arruina-se sozinho. O Salvador veio ao mundo… Se tu não quiseres ser salvo por ele, julgar-te-ás sozinho» (Sobre o Evangelho de João, 12, 12: PL 35, 1190). Portanto, se é infinito o amor misericordioso de Deus, que chegou a ponto de dar o seu único Filho em resgate pela nossa vida, grande é inclusive a nossa responsabilidade: com efeito, cada um deve reconhecer que está enfermo, para poder ser curado; cada um deve confessar o próprio pecado, para que o perdão de Deus, já conferido na Cruz, possa ter efeito no seu coração e na sua vida. Santo Agostinho escreve ainda: «Deus condena os teus pecados; e se também tu os condenares, unir-te-ás a Deus… Quando começa a desagradar-te aquilo que fizeste, então têm início as tuas boas obras, porque condenas as tuas obras más. As obras boas têm início com o reconhecimento das obras más» (Ibid., 13: PL 35, 1191). Às vezes o homem gosta mais das trevas do que da luz, porque está apegados aos seus pecados. Mas só abrindo-se à luz, só confessando sinceramente as suas culpas a Deus, encontrará a paz verdadeira, a alegria autêntica. Então, é importante aproximar-se com regularidade do Sacramento da Penitência, em particular na Quaresma, para receber o perdão do Senhor e intensificar o nosso caminho de conversão.

Caros amigos, amanhã celebraremos a festa solene de são José. Agradeço de coração a todos aqueles que se recordarem de mim na oração, no dia do meu onomástico. Em particular, peço-vos que oreis pela viagem apostólica ao México e a Cuba, que realizarei a partir da próxima sexta-feira. Confiemo-la à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, tão amada e venerada nesses dois países, que me preparo para visitar.” (Papa Bento XVI, Angelus, 18 de março de 2012)

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