DOMINGO DA MISERICÓRDIA DIVINA (2º DA PÁSCOA)

“Como crianças recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia! (1Pd 2,2)

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do vosso povo na renovação da festa pascal, aumentai a graça que nos destes. E fazei que compreendamos melhor o batismo que nos lavou, o Espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. (Oração das Horas)

 

Leituras da Liturgia Eucarística: At 4,32-35; Sl 117; 1jOÃO5,1-6; Jo 20,19-31

 

EVANGELHO: Jo 20,19-31

 

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

 

REFLEXÃO

“Neste domingo que encerra a Oitava de Páscoa renovo a todos os bons votos pascais, com as palavras do próprio Jesus Ressuscitado: ‘A paz esteja convosco!’ (Jo 20, 19.21.26). Não se trata de uma saudação, nem sequer de simples bons votos: é uma dádiva, aliás, o dom precioso que Cristo oferece aos seus discípulos, depois de ter passado através da morte e da mansão dos mortos. Ele concede a paz, como tinha prometido: ‘Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. E não vo-la dou como o mundo vo-la dá’ (Jo 14, 27). Esta paz é o fruto da vitória do amor de Deus sobre o mal, é o fruto do perdão. E é precisamente assim: a paz verdadeira, a paz profunda, deriva da experiência da misericórdia de Deus. Hoje é o Domingo da Divina Misericórdia, por vontade do beato João Paulo II, que fechou os olhos a este mundo precisamente na vigília desta celebração.

O Evangelho de João refere-nos que Jesus apareceu duas vezes aos Apóstolos fechados no Cenáculo: a primeira, precisamente na noite da Ressurreição, e desta vez não estava presente Tomé, que disse: se não vir e não tocar, não acreditarei. Na segunda vez, oito dias mais tarde, também Tomé estava presente. E Jesus dirigiu-se precisamente a ele, convidando-o a olhar para as feridas e a tocá-las; assim, Tomé exclamou: ‘Meu Senhor e meu Deus!’ (Jo 20, 28). Então, Jesus disse: ‘Acreditaste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem terem visto!’ (v. 29). E quem eram aqueles que acreditaram, sem ter visto? Outros discípulos, outros homens e mulheres de Jerusalém que, embora não tenham encontrado Jesus Ressuscitado, acreditaram no testemunho dos Apóstolos e das mulheres. Trata-se de uma palavra muito importante sobre a fé; podemos defini-la bem-aventurança da fé. Bem-aventurados aqueles que não viram e acreditaram: esta é a bem-aventurança da fé! Em todos os tempos e em todos os lugares, são bem-aventurados aqueles que, através da Palavra de Deus, proclamada na Igreja e testemunhada pelos cristãos, acreditam que Jesus Cristo é o amor de Deus encarnado, a Misericórdia encarnada. E isto é válido para cada um de nós!

Aos Apóstolos Jesus concedeu, juntamente com a sua paz, também o Espírito Santo, a fim de que pudessem propagar no mundo o perdão dos pecados, aquele perdão que só Deus pode conceder, e que custou o Sangue do Filho (cf. Jo 20, 21-23). A Igreja é enviada por Cristo Ressuscitado, para transmitir aos homens a remissão dos pecados, e deste modo fazer crescer o Reino do amor, semear a paz nos corações, para que se confirme inclusive nos relacionamentos, nas sociedades e nas instituições. E o Espírito de Cristo Ressuscitado afasta o medo do coração dos Apóstolos, impelindo-os a sair do Cenáculo para anunciar o Evangelho. Também nós, tenhamos mais coragem de dar testemunho da fé em Cristo Ressuscitado! Não devemos ter medo de ser cristãos e de viver como cristãos! Devemos ter a coragem de ir e anunciar Cristo Ressuscitado, porque Ele é a nossa paz, Ele construiu a paz com o seu amor, com o ser perdão, com o seu sangue e com a sua misericórdia.

Prezados amigos, (…) Oremos juntos à Virgem Maria, a fim de que nos ajude, Bispo e Povo, a caminhar na fé e na caridade, sempre confiantes na misericórdia do Senhor: Ele está sempre à nossa espera, ama-nos, perdoou-nos com o seu sangue e perdoa-nos cada vez que nos dirigimos a Ele para pedir o perdão. Tenhamos confiança na sua misericórdia!” (Papa Francisco, Angelus, 7 de abril de 2013)

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