ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

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“Ao entrar no mundo, Cristo disse: Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade.”

Hb 10,4.7

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, quiseste que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

 

Leituras da liturgia eucarística: Is 7, 10-14; 8,10; Sl 39; Hb 10, 4-10; Lc 1, 26-38

 

EVANGELHO: Lc 1, 26-38

 

Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”

Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

 

REFLEXÃO

No Evangelho do dia, Lucas refere o fato histórico do anúncio do nascimento de Jesus (1,26-38). É a narração acentuadamente mariana, quer porque só Maria pode tê-la referido, quer por ser ela a protagonista. Tudo, porém, está em função daquele que deve vir: Jesus. É designado como “Filho do Altíssimo”, a quem será dado “O trono de Davi… e seu reino não terá fim” (ibidem, 32-33). Sua conceição no seio de Maria não se dará por intervenção humana, mas por singular intervenção divina: “O Espírito descerá sobre ti e a potência do Altíssimo te cobrirá” (Ibidem, 35). Ante a grandeza inaudita de tal anúncio, Maria desaparece num ato de fé e de humildade sem igual. Justamente porque humilde, crê coisas humanamente impossíveis. Entre todas as criaturas, a Virgem Maria é a primeira a crer em Cisto Filho de Deus, que, por inexplicável mistério, está para se tornar, nela, verdadeiro homem. Crendo, aceita. Mas não lhe permite sua humildade oferecer-se a Deus senão em qualidade de serva, de escrava. Responde Deus imediatamente, fazendo ela a Mãe intacta de seu Unigênito. Mistério de misericórdia infinita por parte do Altíssimo, ato de humildade e de fá por parte de Maria “A Virgem escuta, crê e concebe”, diz St. Agostinho (Sermão 196, 1,1).

Humildade e fé são a terra fértil em que realiza Deus os milagres de seu amor onipotente. (Gabriel de Santa Maria Madalena, O.C.D.: Intimidade Divina. Loyola, São Paulo, 1990, p. 1171).

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