32º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO B

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Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).

ORAÇÃO DO DIA

Deus de Poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (LD, ano XXIV, nº 287)

Leituras da liturgia eucarística: 1Rs 17,10-16; Sl 145; Hb 9,24-28; Mc 12,38-44

 

EVANGELHO: Mc 12,38-44

 

Naquele tempo, Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”.

Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias.

Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada.

Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

 

REFLEXÃO

A liturgia da Palavra deste domingo apresenta-nos como modelos de fé as figuras de duas viúvas. Apresenta-no-las em paralelo: uma no Primeiro Livro dos Reis (17, 10-16), a outra no Evangelho de Marcos (12, 41-44). Estas duas mulheres são muito pobres, e precisamente com esta sua condição demonstram uma grande fé em Deus. Encontra-se a primeira no ciclo de narrações sobre o profeta Elias. Ele, durante uma época de carestia, recebe do Senhor a ordem de ir aos arredores de Sídon, portanto fora de Israel, em território pagão. Lá encontra esta viúva e pede-lhe água para beber e um pouco de pão. A mulher responde que só tem um punhado de farinha e uma gota de azeite, mas, dado que o profeta insiste e lhe promete que, se o ouvir, não lhe faltarão nem farinha nem azeite, satisfaz o seu pedido e é recompensada. A segunda viúva, a do Evangelho, é observada por Jesus no templo de Jerusalém, precisamente junto do tesouro, onde o povo colocava as ofertas. Jesus vê que esta mulher lança no tesouro duas moedinhas: então chama os discípulos e explica que o seu óbolo é maior do que o dos ricos, porque, enquanto eles dão o supérfluo, a viúva ofereceu «tudo o que tinha, tudo o que lhe servia para viver» (Mc 12, 44).

Destes dois episódios bíblicos, sabiamente comparados, pode-se obter um precioso ensinamento sobre a fé. Ela é vista como atitude interior de quem funda a própria vida em Deus, na sua Palavra, e confia totalmente n’Ele. A da viúva, na antiguidade, constituía em si uma condição de grave necessidade. Por isso, na Bíblia, as viúvas e os órfãos são pessoas das quais Deus se ocupa de modo especial: perderam o apoio terreno, mas Deus permanece o Esposo delas, o seu Pai. Contudo a escritura diz que a condição objectiva de necessidade, neste caso o facto de ser viúva, não é suficiente: Deus pede sempre a nossa livre adesão de fé, que se expressa no amor por Ele e pelo próximo. Ninguém é tão pobre que não possa dar algo. E de facto, as nossas duas viúvas de hoje demonstram a sua fé cumprindo um gesto de caridade: uma para com o profeta e a outra dando esmola. Confirmam assim a unidade inseparável entre fé e caridade, assim como entre o amor de Deus e o amor ao próximo — como nos recordava o Evangelho de domingo passado. O Papa são Leão Magno, do qual celebrámos ontem a memória, afirma quanto segue: «Na balança da justiça divina não se pesa a quantidade dos dons, mas o peso dos corações. A viúva do Evangelho depositou no tesouro do templo duas moedas de pouco valor e superou os dons de todos os ricos. Nenhum gesto de bondade está privado de sentido diante de Deus, nenhuma misericórdia permanece sem fruto» (Sermo de jejunio dec. mens., 90, 3).

A Virgem Maria é exemplo perfeito de quem oferece a si mesmo confiando em Deus; com esta fé ela disse ao Anjo «Eis-me» e acolheu a vontade do Senhor. Maria ajude também cada um de nós, neste Ano da fé, a fortalecer a confiança em Deus e na sua Palavra. (Papa Bento XVI, Angelus, 11 de Novembro de 2012)

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