2º DOMINGO DO ADVENTO – ANO C

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Povo de Sião, o Senhor vem para salvar as nações! E, na alegria do vosso coração, soará majestoso a sua voz. (Is 30,19.30)

 

 ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terena no impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (MD, p. 61)

Leituras da liturgia eucarística: Br 5,1-9; Sl 125; Fl 1,4-6.8-11; Lc 3,1-6

 

EVANGELHO: Lc 3,1-6

 

No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes administrava a Galileia, seu irmão Filipe, as regiões da Itureia e Traconítide, e Lisânias a Abilene; quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes, foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto.

E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, como está escrito no Livro das palavras do profeta Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E todas as pessoas verão a salvação de Deus’”.

 

REFLEXÃO

Neste segundo domingo do Advento, a liturgia propõe o trecho evangélico em que São Lucas, por assim dizer, prepara a cena sobre a qual Jesus está para aparecer e dar início à sua missão pública (cf. Lc 3, 1-6). O Evangelista chama a atenção para João Batista, que foi o precursor do Messias, e traça com grande exatidão as coordenadas espaço-temporais da sua pregação. Lucas escreve: “No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da Itureia e da Traconítide, e Lisânias tetrarca da Abilena; sob o pontificado de Anás e Caifás, a palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto” (Lc 3, 1-2). Dois elementos chamam a nossa atenção. O primeiro é a abundância de referências a todas as autoridades políticas e religiosas da Palestina no ano 27/28 d.C. Evidentemente, o Evangelista quer recordar a quem lê ou ouve, que o Evangelho não é uma lenda, mas a narração de uma história verdadeira, e que Jesus de Nazaré é uma personagem histórica inserida naquele contexto específico. O segundo elemento digno de nota é o facto de que, depois desta ampla introdução histórica, o sujeito torna-se “a palavra de Deus”, apresentada como uma força que desce do alto e se põe sobre João Baptista.

(…) Tiro (de Santo Ambrósio) um comentário deste texto evangélico: “O Filho de Deus – escreve ele – antes de reunir a Igreja, age principalmente no seu servo humilde. Por isso, São Lucas diz bem que a palavra de Deus desceu sobre João, filho de Zacarias, no deserto, porque a Igreja não teve início a partir dos homens, mas da Palavra” (Exposição do Evangelho de Lucas 2, 67). Por conseguinte, eis o significado: a Palavra de Deus é o sujeito que move a história, inspira os profetas, prepara o caminho do Messias e convoca a Igreja. O próprio Jesus é a Palavra divina que se fez carne no seio virginal de Maria: nele, Deus revelou-se plenamente, disse-nos e deu-nos tudo, abrindo-nos os tesouros da sua verdade e da sua misericórdia. Santo Ambrósio dá continuidade ao seu comentário: “Portanto a Palavra desceu, a fim de que a terra, que antes era um deserto, produzisse os seus frutos para nós” (ibidem).

Estimados amigos, a flor mais linda que nasceu da Palavra de Deus é a Virgem Maria. Ela é a primícia da Igreja, jardim de Deus na terra. No entanto, enquanto Maria é a Imaculada – assim iremos celebrá-la (…) amanhã – a Igreja tem necessidade contínua de se purificar, porque o pecado ameaça todos os seus membros. Na Igreja está sempre em ato uma luta entre o deserto e o jardim, entre o pecado que torna a terra árida e a graça que a irriga a fim de que venha a produzir frutos abundantes de santidade. Portanto, oremos à Mãe do Senhor a fim de que nos ajude, neste tempo do Advento, a “endireitar” as nossas veredas, deixando-nos orientar pela Palavra de Deus. (Papa Bento XVI, Angelus, 06 de dezembro de 2009)

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