5º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO A


Cantai ao Senhor um canto novo, porque ele fez maravilhas e revelou sua justiça diante das nações.        (Sl 97,1s)

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. (Oração das Horas)

 

Leituras da Liturgia Eucarística: At 6,1-7; Sl 32; 1Pd 2,4-9; Jo 14,1-12

EVANGELHO: Jo 14,1-12

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: ”Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós e, quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. E, para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.

Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”.
Disse Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai, que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai”.

REFLEXÃO

“A meta da nossa caminhada pascal é a casa do Pai, seu abraço aconchegante que nos espera, seu rosto amoroso, benigno, confiável e, sobretudo a participação na sua intimidade que nos leva à saciedade e à plenitude de nossa identidade.
A casa do Pai, aberta a todos, tem lugar sobretudo para os mais pobres que nunca tiveram uma casa própria, para os filhos pródigos que desejam regressar, para quem é desprezado pelo sistema e para os fiéis que souberam carregar o peso dos trabalhos e da vida.
Um caminho nos leva ao Pai! No Primeiro Testamento, o “caminho” traz presente a marcha do Êxodo em direção à Terra Prometida. O evangelho revela que Jesus é o Caminho, o meio, a porta para a vida, pois Ele é a revelação do Pai, no qual está a fonte e o horizonte de toda caminhada humana. Hoje existem muitos descaminhos oferecidos pelo consumismo, pelos meios de comunicação, e muita gente desencaminhada ou, até sem rumo na vida. Seguindo no caminho proposto por Jesus, a comunidade deve realizar o projeto de Deus, na vida, morte e ressurreição de Jesus.
Jesus é a verdade, porque é revelador do Pai. Ele é a revelação mais autentica do projeto de Deus. Ele tornou realidade visível o grande amor que o Pai tem por nós. Viver Jesus-Verdade é fazer concretamente em nossa vida a vontade do Pai: construir Seu reino de amor e paz. É ser fiel, como Jesus, ao projeto de Deus e denunciar as mentiras enganosas do mundo atual.
Jesus é a Vida, porque o Pai, Senhor do sopro da vida, está Nele presente. Recebemos de Jesus a vida em abundância (João 10,10) e a função da comunidade é apontar para essa vida que está em Jesus e profeticamente ser uma voz contra todas as mentiras e mortes. Não é indicar onde a vida se encontra, mas vivê-la profundamente através do mandamento do amor, síntese do projeto de Deus. Ao se declarar Caminho, Verdade e Vida, Jesus resume todo o Seu Evangelho.
Quando Jesus diz que é o “caminho”, está declarando que é o único caminho e que fora Dele não há salvação. Até mesmo para as pessoas crentes de outras religiões, a salvação passa por Cristo. São os “cristãos anônimos”, como definia o teólogo Karl Rahner. Nas religiões não-cristãs, encontram-se sementes do Verbo. Por isso, não é de bom tom ter atitudes proselitistas diante de seus fiéis. O próprio Jesus valorizou a fé de outras pessoas crentes que não faziam parte do povo de Israel. É o caso do centurião romano que pertencia a um império pagão e suplicou a Jesus que curasse o seu empregado. Diante da fé daquele pagão Jesus respondeu. “Em verdade vos digo que, em Israel, não encontrei em Israel alguém que tivesse tal fé” (Mateus 8,10b). Conhecendo a abertura ecumênica de Jesus, diante de crentes de outras religiões, somos convidados a testemunhar nossa fé e com eles colaborar na construção da paz e na defesa de toda a criação, realizando, desta forma, o projeto do Reino de Deus. Em nossa existência seguimos muitos caminhos, temos muitas verdades e buscamos a vida em muitos lugares; entretanto, Jesus se proclama o Caminho, a Verdade e a Vida para conhecer Deus como Pai.”
Fonte: bispado.org.br

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