ORAÇÕES À NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA

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I

Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.

 

II

Oh! Maria santíssima! Eleita e destinada ao eterno pela augustíssima Trindade para Mãe do unigênito Filho do Pai, anunciada pelos profetas, esperada dos Patriarcas, e desejada de todas as gentes; Sacrário e templo vivo do Espírito Santo, sol sem mancha, porque fostes concebida sem pecado original, Senhora do céu e da terra, Rainha dos anjos; nós humildemente prostrados vos veneramos e nos alegramos da solene comemoração anual de vosso felicíssimo nascimento; e, do mais íntimo de nosso Coração, vos suplicamos que vos digneis benigna vir a nascer espiritualmente em nossas almas, para que, cativadas estas por vossa amabilidade e doçura, vivam sempre unidas a vosso dulcíssimo e amabilíssimo coração. Amém

 

III

Oh! Graciosíssima menina! que com vosso feliz Nascimento haveis consolado ao mundo, alegrado ao céu e aterrado ao inferno; Haveis dado ajuda aos caídos, esperança aos tristes, saúde aos enfermos e alegria a todos; suplicamos-vos com os mais fervorosos afetos que renasceis espiritualmente com vosso Santo amor em nossas almas; renovai nosso espírito para que vos sirvamos, acendei de novo nosso coração para que vos amemos; e fazei florescer em nós aquelas virtudes com as quais possamos fazer-nos sempre mais agradáveis a vossos benigníssimos olhos. Oh! Maria! Fazei-nos experimentar os saudáveis efeitos de vosso suavíssimo nome; sirva-nos a invocação deste nome de alívio nos trabalhos, de esperança nos perigos, de escudo nas tentações, de alimento na morte. Seja o nome de Maria como mel na boca, a melodia no ouvido, e o júbilo no coração. Assim seja!

IV

Oração à Nossa Senhora Menina:

Flor de Primavera, Lírio de Pureza, doce Ventre de Ana que guardou o Coração da Mãe de Deus. Maria, beleza infantil, coração de criança, alma delicada que todos os anjos veneram, sede a minha inspiração, Menina Pura de Deus, sede a minha força. Encanto do Espírito Santo, sede para mim a Luz que me leva ao céu. Maria, menina, ensina-me a amar a Deus como tu o amastes desde a mais tenra idade. Orgulho do Filho de Deus, rogai por mim e obtenha de Deus a pureza de criança para a minha alma. Amém.

(Extraído de informações fornecidas pelas Irmãs. Imprimatur: Na Curia Arch Mediolani morrer 14-1-196; Theresius Ferraroni)

 

OUTROS:

SERMÃO

“Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus” (Pe. Antônio Vieira, Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).”

 

EXALTAÇÕES

I

Quão nobre, excelso, glorioso foi o vosso nascimento, ó bem-aventurada Maria!… Que cúmulo de graças derrama sobre vós, neste dia, Deus Pai!. Vejo o Verbo Eterno acorrer, ele próprio, para consagra seu tabernáculo e enriquecê-lo de tesouros celestes com generosidade ilimitada, porque ele quer, ó bem-aventurada menina, aurora de nossa redenção, quer que desde o vosso nascimento sejais digna dele e sintais o imenso dom de terdes um Filho que é, ao mesmo tempo, o autor de vosso nascimento. Quem não se sente perturbado ante a visão de semelhantes prodígios? Não digo que palavras, mas até que pensamentos poderiam elevar-se tão alto que conseguissem exprimir perfeitamente a honra, a majestade da Mãe de Deus?

Passou, portanto, a noite, aproxima-se o dia… este bem-aventurado e glorioso dia há tantos séculos prometido à pobre natureza humana!… Já começa a brilhar o dia de Jesus e já saboreamos sua benéfica luz… em vós, ó Maria, já sua luz resplandece desde o vosso nascimento, pois já em vós se vê a isenção do pecado, a plenitude da graça. Sois fonte rica, sem medida, de caridade para com todos os homens, pois que todos somos pecadores. (B. Bossuet, Nascimento da Virgem 2,1; 3, exórdio, in La Madonna, p.150.164)

 

II

Ó Maria, sois a criatura que conheceu o dom de Deus, e dEle nenhuma gota perdeu. Tão pura e luminosa sois que pareceis a própria luz! “Espelho de justiça”: tão simples e perdida em Deus foi vossa vida que quase impossível é falarmos dela! “Virgem fiel”: sois a Virgem fiel, “a que guardava todas as coisa no coração”. No segredo do templo, tão pequenina permanecestes e tão recolhida na presença de Deus, que sobre vós atraístes as complacências da Santíssima Trindade. “Porque se dignou o Senhor volver o olhar para a pequenez de sua serva, todas as gerações me chamarão bem-aventurada!”

Inclinando-se o Pai sobre vós, criatura tão bela que ignoráveis completamente vossa própria beleza, quis que fôsseis no tempo a Mãe daquele de quem é Pai na eternidade. Intervém então o Espírito de Amor, que preside a todas as operações de Deus; e vós, ó Virgem, dissestes vosso “Fiat”: “Eis a serva do senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra”. Realizou-se, nesse momento, o maior dos mistérios e, pela encarnação do Verbo, vós, ó Maria, fostes, para sempre, a presa de Deus! (Isabel da Trindade, 1 Retiro 10,1).

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