1º DOMINGO DO ADVENTO – ANO C

advent1

A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em vós, que eu não seja envergonhado. Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em vós espera (SL 24,1ss.)

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro de Cristo que vem, sejamos reunidos, à sua direita, na comunidade dos justos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (LD, ano XXIV, nº 282)

Leituras da liturgia eucarística: Jr 33,14-16; Sl 24; 1Ts 3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36

Primeira Leitura (Jr 33,14-16)

Leitura do Livro do profeta Jeremias:

14“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei cumprir a promessa de bens futuros para a casa de Israel e para a casa de Judá.

15Naqueles dias, naquele tempo, farei brotar de Davi a semente da justiça, que fará valer a lei e a justiça na terra.

16Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante; este é o nome que servirá para designá-la: ‘O Senhor é a nossa justiça’”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório (Sl 24)

— Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma!

— Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma!

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação!

— O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

— Verdade e amor são os caminhos do Senhor para quem guarda sua Aliança e seus preceitos. O Senhor se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a conhecer sua Aliança.

Segunda Leitura (1Ts 3,12-4,2)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses:

Irmãos: 3,12O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. 13Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.

4,1Enfim, meus irmãos, eis que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! 2Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Lc 21,25-28.34-36)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

25“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. 26Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.

27Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. 28Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.

34Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; 35pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra.

36Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO

“Hoje a Igreja inicia um novo Ano litúrgico (…) . A palavra «advento» significa «presença». No mundo antigo indicava a visita do rei ou do imperador a uma província; na linguagem cristã refere-se à vinda de Deus, à sua presença no mundo; um mistério que envolve totalmente o cosmos e a história, mas que conhece dois momentos culminantes: a primeira e a segunda vinda gloriosa no fim dos tempos. Estes dois momentos, que cronologicamente são distantes — e não nos é dado saber quanto — tocam-se em profundidade, porque com a sua morte e ressurreição Jesus já realizou aquela transformação do homem e do cosmos que é a meta final da criação. Mas antes do final, é necessário que o Evangelho seja proclamado a todas as nações, diz Jesus no Evangelho de Marcos (cf. 13, 10). A vinda do Senhor continua, o mundo deve ser imbuído da sua presença. E esta vinda permanente do Senhor no anúncio do Evangelho exige continuamente a nossa colaboração; e a Igreja, que é como a Noiva, a Esposa prometida ao Cordeiro de Deus crucificado e ressuscitado (cf. Ap 21, 9), em comunhão com o seu Senhor, colabora nesta vinda do Senhor, na qual já começa a sua vinda gloriosa.

A isto nos chama hoje a Palavra de Deus, traçando a linha de conduta que se deve seguir para estar prontos para a vinda do Senhor. No Evangelho de Lucas, Jesus diz aos discípulos: «Que os vossos corações não se tornem pesados com a devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida… Velai, pois, orando continuamente» (Lc 21, 34.36). Portanto, sobriedade e oração. E o apóstolo Paulo acrescenta o convite a «aumentar e abundar em caridade» entre nós e para com todos, para tornar firmes os nossos corações e irrepreensíveis na santidade (cf. 1 Tes 3, 12-13). No meio das perturbações do mundo, ou dos desertos da indiferença e do materialismo, os cristãos acolhem de Deus a salvação e testemunham-na com um modo de viver diverso, como uma cidade situada sobre um monte. «Naqueles dias — anuncia o profeta Jeremias — Jerusalém será tranquilizada, e será chamada Senhor-nossa-justiça» (33, 16). A comunidade dos que creem é sinal do amor de Deus, da sua justiça que  está presente e ativa na nossa história, mas que ainda não está plenamente realizada e, portanto, deve ser sempre esperada, invocada e procurada com paciência e coragem.

A Virgem Maria encarna perfeitamente o espírito do Advento, feito de escuta de Deus, de desejo profundo de fazer a sua vontade, de serviço jubiloso ao próximo. Deixemo-nos guiar por ela, para que o Deus que vem não nos encontre fechados ou distraídos, mas possa, em cada um de nós, expandir um pouco o seu reino de amor, de justiça e de paz.” (Papa Bento XVI, Angelus, 2 de dezembro de 2012).

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