25 DE DEZEMBRO – NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

Um menino nasceu para nós: um filho nos foi dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado “Mensageiro do Conselho de Deus”. (Is 9,6)

 

ORAÇÃO

Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

Leituras da liturgia eucarística:

Primeira Leitura (Is 52,7-10)

Leitura do Livro do Profeta Isaías:

7Como são belos, andando sobre os montes, os pés de quem anuncia e prega a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação, e diz a Sião: “Reina teu Deus!”

8Ouve-se a voz de teus vigias, eles levantam a voz, estão exultantes de alegria, sabem que verão com os próprios olhos o Senhor voltar a Sião.

9Alegrai-vos e exultai ao mesmo tempo, ó ruínas de Jerusalém, o Senhor consolou seu povo e resgatou Jerusalém.

10O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus.

Salmo Responsorial – Salmo 97 (98)

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ porque ele fez prodígios!/ Sua mão e o seu braço forte e santo/ alcançaram-lhe a vitória.

— O Senhor fez conhecer a salvação,/ e às nações, sua justiça;/ recordou o seu amor sempre fiel/ pela casa de Israel.

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

— Os confins do universo contemplaram/ a salvação do nosso Deus./ Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,/ alegrai-vos e exultai!

— Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa/ e da cítara suave!/ Aclamai, com os clarins e as trombetas,/ ao Senhor, o nosso Rei!

Segunda Leitura (Hb 1,1-6)

Leitura da Carta aos Hebreus:

1Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; 2nestes dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo.

3Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. 4Ele foi colocado tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles.

5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei?” Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho?” 6Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem adorá-lo!”

Anúncio do Evangelho (Jo 1,1-18)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez de tudo que foi feito.

4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.

10A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram.

12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.

14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO

HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II NA ABERTURA DA PORTA SANTA DA BASÍLICA DE SÃO JOÃO DE LATRÃO

25 de Dezembro de 1999

  1. “Aquilo que existe desde o princípio… e o que as nossas mãos apalparam: falamos da Palavra, que é a Vida” (1 Jo1, 1).

Caríssimos Irmãos e Irmãs!

Neste dia solene, durante o qual evocamos a memória do nascimento do Senhor Jesus Cristo, sentimos a verdade, o vigor e o júbilo destas palavras do Apóstolo João. Sim, na fé as nossas mãos apalparam a Palavra da Vida; tocaram Aquele que, como recitamos no Cântico, é a imagem do Deus invisível, gerado antes de todas as criaturas. Tudo foi criado por meio d’Ele e em vista d’Ele (cf. Cl 1, 15-16). Este é o mistério do Natal que sentimos com profunda emoção, sobretudo no dia de hoje, início do Grande Jubileu do Ano 2000. Deus entrou na história da humanidade e veio percorrer os caminhos desta terra, para dar a todos a capacidade de se tornarem Seus filhos.
Formulo votos cordiais por que este mistério de santidade e de esperança impregne com o seu incessante fulgor a alma da inteira Comunidade diocesana de Roma, idealmente reunida nesta Basílica para a solene abertura da Porta Santa.

Neste momento de vigorosa intensidade espiritual, desejo dirigir a minha afectuosa e devota saudação ao Cardeal Vigário, meu primeiro colaborador na solicitude pelos fiéis da Igreja que está nesta Cidade. Além dele, saúdo o Vice-Gerente e os Bispos Auxiliares, que o coadjuvam no serviço pastoral diocesano. Depois, dirijo um cordial pensamento ao Cabido lateranense, aos Párocos, ao inteiro Clero romano, ao Seminário e a todos aqueles que, Religiosos e agentes leigos da pastoral, constituem a parte eleita desta nossa Igreja de Roma, chamada a presidir na caridade e a sobressair na fidelidade ao Evangelho.

Saúdo o Senhor Presidente da Câmara Municipal, as Autoridades e os representantes da Administração pública, que quiseram estar aqui presentes. Saúdo os romanos, os peregrinos e quantos, através da televisão, se unem a nós para este evento de grande relevância histórica e espiritual.

  1. Depois de ter aberto nesta noite a Porta Santa na Basílica do Vaticano, acabei de abrir a Porta Santa desta Basílica lateranense, “omnium Ecclesiarum Urbis et Orbis Mater et Caput”, Mãe e Cabeça de todas as Igrejas de Roma e do mundo, e Catedral do Bispo de Roma. Aqui, em 1300 o Papa Bonifácio VIII deu solene início ao primeiro Ano Santo da história. Aqui, no Jubileu de 1423, o Papa Martinho V abriu pela primeira vez a Porta Santa. Este é o âmago daquela especial dimensão da história da salvação, vinculada à graça dos Jubileus, e aqui reside a memória histórica da Igreja de Roma.

Entrámos por esta Porta, que representa Cristo mesmo: com efeito, só Ele é o Salvador enviado por Deus Pai, que nos faz passar do pecado à graça, introduzindo-nos na plena comunhão que O une ao Pai no Espírito Santo.

Damos graças a Deus, rico de misericórdia, que entregou o seu Filho único como Redentor do homem.

  1. Poderíamos dizer que o rito desta tarde adquire uma dimensão mais familiar. Efetivamente, é a família diocesana que empreende o seu caminho jubilar, em especial unidade com as Igrejas espalhadas pelo mundo inteiro. Ela preparou-se desde há muito tempo para este grandioso evento, primeiro através do Sínodo e depois mediante a Missão da Cidade. A devota participação da Cidade e de toda a Diocese testemunha que Roma está consciente da missão de solicitude universal e de exemplaridade na fé e no amor que a Providência de Deus lhe confiou. Roma sabe bem que se trata de um serviço cuja raiz está no martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo, e encontrou sempre um renovado alimento no testemunho da plêiade de mártires, Santos e Santas que caracterizaram a história desta nossa Igreja.

Caríssimos Irmãos e Irmãs! O Ano Santo que hoje tem início chama também nós a percorrer esta vereda. Exorta-nos a responder com alegria e generosidade ao apelo à santidade, para sermos cada vez mais sinal de esperança na sociedade hodierna, encaminhada rumo ao terceiro milénio.
4. No decurso do Ano Santo, não poucas serão as ocasiões que hão-de permitir aos fiéis aprofundar melhor este compromisso religioso, intimamente ligado ao itinerário jubilar.
Em primeiro lugar o Jubileu diocesano, que se realizará no domingo 28 de Maio, na Praça de São Pedro.

Outro evento, confiado de modo peculiar à Diocese de Roma, é o Congresso Eucarístico Internacional que, se Deus quiser, se há-de realizar de 18 a 25 de Junho.

  1. O terceiro encontro de grande relevo é a XV Jornada Mundial da Juventude.
    Ao lado dos jovens encontram-se as famílias. O meu pensamento dirige-se ao Encontro Mundial das Famílias, que terá lugar nos dias 14-15 de Outubro de 2000.

Portanto, os encontros que nos esperam são numerosos e significativos! Confiemos todos à materna intercessão de Maria, Saúde do Povo Romano. Oxalá Ela nos acompanhe e guie os nossos passos para que este ano seja um tempo de extraordinária graça espiritual e de renovação social.

  1. Igreja de Roma, hoje o Senhor visita-te para abrir diante de ti este ano de graça e de misericórdia! Cruzando em humilde peregrinação a soleira da Porta Santa, acolhe as dádivas do perdão e do amor. Cresce na fé e no impulso missionário: esta é a primeira herança dos Apóstolos Pedro e Paulo. Quantas vezes ao longo da tua história bimilenária experimentaste as maravilhas do advento de Cristo, que te fez mãe na fé e farol de civilização para muitos povos! O grande Jubileu, mediante o qual te preparas para dar início ao novo milénio te confirme, Roma, na alegria de seguir fielmente o teu Senhor e te conceda um desejo sempre ardente de anunciar o seu Evangelho. Este é o peculiar contributo que deves oferecer à construção de uma era de justiça, paz e santidade.

Amém!

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