29º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

“Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra.” Sl 120

ORAÇÃO DO DIA

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

Leituras da liturgia eucarística: Ex 17,8-13; Sl 120; 2Tm3,14-4,2; Lc 18,1-8

EVANGELHO: Lc 18,1-8

Naquele tempo, Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre e nunca desistir, dizendo: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava homem algum. Na mesma cidade, havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘faze-me justiça contra meu adversário! Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim ele pensou: ‘Eu não temo a Deus e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’” E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite grita por ele? Será que vai fazê-lo esperar? Eu vos digo que Deus lhe fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

 

REFLEXÃO

“Prezados irmãos e irmãs:

No Evangelho de hoje, Jesus narra uma parábola sobre a necessidade de rezar sempre, sem se cansar. A protagonista é uma viúva que, com a insistência da sua súplica a um juiz desonesto, obtém que ele lhe faça justiça. E Jesus conclui: se a viúva conseguiu convencer aquele juiz, julgais que Deus não nos ouve, se lhe suplicarmos com insistência? A expressão de Jesus é muito forte: «Porventura não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que clamam por Ele dia e noite?» (Lc 18, 7).

«Clamar dia e noite» por Deus! Impressiona-nos esta imagem da oração. Mas interroguemo-nos: por que motivo Deus quer isto? Não conhece Ele já as nossas necessidades? Que sentido tem «insistir» com Deus?

Trata-se de uma boa pergunta, que nos faz aprofundar um aspecto muito importante da fé: Deus convida-nos a rezar com insistência, não porque não sabe do que nós temos necessidade, nem porque não nos ouve. Pelo contrário, Ele ouve sempre e conhece tudo acerca de nós, com amor. No nosso caminho quotidiano, especialmente nas dificuldades, na luta contra o mal fora e dentro de nós, o Senhor não está distante, está ao nosso lado; nós lutamos, tendo-o ao nosso lado, e a nossa arma é precisamente a oração, que nos faz sentir a sua presença ao nosso lado, a sua misericórdia e também a sua ajuda. Mas a luta contra o mal é árdua e longa, exige paciência e resistência — como Moisés, que devia manter as mãos levantadas para fazer com que o seu povo vencesse (cf. Êx 17, 8-13). É assim: há uma luta a empreender todos os dias; mas Deus é o nosso aliado, a fé nele é a nossa força e a oração é a expressão desta fé. Por isso, Jesus assegura-nos a vitória, mas no final interroga-se: «Mas, quando o Filho do Homem vier, acaso encontrará a fé sobre a terra?» (Lc 18, 8). Se se apaga a fé, apaga-se a oração, e nós caminhamos na escuridão, perdemo-nos no caminho da vida.

Portanto, aprendamos da viúva do Evangelho a rezar sempre, sem nos cansarmos. Esta viúva era forte! Sabia lutar pelos seus filhos! E penso em tantas mulheres que lutam pela própria família, que rezam, que nunca se cansam. Uma recordação hoje, da parte de todos nós, a estas mulheres que com a sua atitude nos oferecem um verdadeiro testemunho de fé e de coragem, um modelo de oração! Uma recordação a elas! Rezemos sempre, mas não para convencer o Senhor com a força das palavras! Ele sabe melhor do que nós do que temos necessidade! Ao contrário, a oração perseverante é expressão da fé num Deus que nos chama a combater com Ele, todos os dias, em cada momento, para vencer o mal com o bem.”  (Papa Francisco, 20 de outubro de 2013)

28º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

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“O Senhor fez conhecer a salvação e às nações revelou sua justiça.” Sl 97

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, sempre nos preceda e acompanha a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

Leituras da liturgia eucarística: 2Rs 5,14-17; Sl 97; 2Tm 2,8-13; Lc 17,11-19

EVANGELHO: Lc 17,11-19

Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância, e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”

Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”.

Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.

Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.

 

REFLEXÃO

“Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo apresenta Jesus que cura dez leprosos, dos quais só um, samaritano e portanto estrangeiro, volta para lhe agradecer (cf. Lc 17, 11-19). A ele o Senhor diz: “Levanta-te e vai. Salvou-te a tua fé” (Lc 17, 19). Esta página evangélica convida-nos a uma dupla reflexão.

Antes de tudo faz pensar em duas grandes curas: uma mais superficial, refere-se ao corpo; a outro, mais profunda, toca o íntimo da pessoa, o que a Bíblia chama “coração”, e dali irradia-se a toda a existência. A cura completa e radical é a “salvação”. A mesma linguagem comum, distinguindo entre “saúde” e “salvação”, ajuda-nos a compreender que a salvação é muito mais que a saúde: de facto, é uma vida nova, plena, definitiva. Além disso, aqui Jesus, como noutras ocasiões, pronuncia a expressão: “Salvou-te a tua fé”. É a fé que salva o homem, restabelecendo-o na sua relação profunda com Deus, consigo mesmo e com os outros; e a fé expressa-se no reconhecimento.

Quem, como o samaritano curado, sabe agradecer, demonstra que não considera tudo como um direito, mas como um dom que, também quando chega através dos homens ou da natureza, provém ultimamente de Deus. Portanto a fé exige que o homem se abra à graça do Senhor; reconheça que tudo é dom, tudo é graça. Que tesouro se esconde numa pequena palavra: “obrigado!”.

Jesus cura dez doentes de lepra, enfermidade que na época era considerada uma “impureza contagiosa” que exigia uma purificação ritual (cf. Lv 14, 1-37). Na realidade, a lepra que deturpa realmente o homem e a sociedade é o pecado; são o orgulho e o egoísmo que geram no espírito humano indiferença, ódio e violência. Esta lepra do espírito, que desfigura o rosto da humanidade, só Deus, que é Amor, a pode curar. Abrindo o coração a Deus, a pessoa que se converte é curada interiormente do mal.” (Papa Bento XVI, 14 de outubro de 2007)

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

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Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 1,9ss)

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

Leituras da liturgia eucarística: Hab 1,2-3;2,2-4; Sl 94; 2Tm 1,6-8.13-14; Lc 17,5-10

 

EVANGELHO: Lc 17,5-10

 

Naquele tempo, os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!”

O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria.

Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’

Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado?

Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”