NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

Houve um homem enviado por Deus: o seu nome era João. Veio dar testemunho da luz e preparar para o Senhor um povo bem-disposto a recebê-lo. (Jo 1,6s; Lc 1,17)

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que suscitastes São João Batista a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito, concedei à vossa Igreja as alegrias espirituais e dirigi nossos passos no caminho da salvação e da paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

Leituras da liturgia eucarística: Is 49, 1-6; Sl 138; At, 13,22-26; Lc 1,57-66.80

 

EVANGELHO: Lc 1,57-66.80

Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho.  Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela.  No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias.  A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.

Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!”  Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse.  Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados.  No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus.  Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele.  E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel.

 

REFLEXÃO

“Amados irmãos e irmãs!

Hoje, 24 de Junho, celebramos a solenidade do Nascimento de São João Baptista. Com a excepção da Virgem Maria, o Baptista é o único santo do qual a liturgia festeja o nascimento, e isto porque ele está estreitamente ralacionado com o mistério da Encarnação do Filho de Deus. Com efeito, desde o seio materno João é o precursor de Jesus: a sua concepção prodigiosa é anunciada pelo Anjo a Maria como sinal de que «nada é impossível a Deus» (Lc 1, 37), seis meses antes do grande prodígio que nos dá a salvação, a união de Deus com o homem por obra do Espírito Santo. Os quatro Evangelhos dão grande realce à figura de João Baptista, como profeta que conclui o Antigo Testamento e inaugura o Novo, indicando em Jesus de Nazaré o Messias, o Ungido do Senhor. Com efeito, será o próprio Jesus quem falará de João nestes termos: «É aquele do qual está escrito: “Eis que envio o Meu mensageiro diante de Ti, para Te preparar o caminho”. Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista; e, no entanto, o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que ele» (Mt 11, 10-11).

O pai de João, Zacarias — marido de Isabel, parente de Maria — era sacerdote do culto judaico. Ele não acreditou imediatamente no anúncio de uma paternidade já inesperada, e por isso ficou mudo até ao dia da circuncisão do menino, ao qual ele e a esposa deram o nome indicado por Deus, ou seja, João, que significa «o Senhor concede graças». Animado pelo Espírito Santo, Zacarias falou assim da missão do filho: «E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás adiante do Senhor a preparar os seus caminhos. Para dar a conhecer ao Seu povo a Sua salvação pela remissão dos pecados» (Lc 3, 1-6). Quando um dia veio de Nazaré o próprio Jesus para se fazer baptizar, João inicialmente recusou-se, mas depois consentiu, e viu o Espírito Santo pairar sobre Jesus e ouviu a voz do Pai celeste que o proclamava seu Filho (cf. Mt 3, 13-17). Mas a sua missão ainda não estava completada: pouco tempo mais tarde, foi-lhe pedido que precedesse Jesus também na morte violenta: João foi decapitado na prisão do rei Herodes, e assim deu pleno testemunho do Cordeiro de Deus, que ele foi o primeiro a reconhecer e a indicar publicamente.

Queridos amigos, a Virgem Maria ajudou a idosa prima Isabel a levar até ao fim a gravidez de João. Ela ajude todos a seguir Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, que o Batista anunciou com grande humildade e fervor profético.” Papa Bento XVI, Angelus, 24 jun 2012

 

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

“Meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez.” (Sl 12,6)

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que preparastes morada digna do Espírito Santo no Imaculado Coração de Maria, concedei que, por sua intercessão, nos tornemos um templo da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

Leituras da liturgia eucarística: Is 61,9-11; 1Sm 2,1.4-8; Lc 2,41-51

 

EVANGELHO: Lc 2,41-51

 

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.

Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.

Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

 

REFLEXÃO

“Como Maria, aprendamos a acolher e guardar a Palavra de Deus” – foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã deste sábado, 8 de junho, (2013) na Casa Santa Marta, no Vaticano, memória do Imaculado Coração de Maria.
“A admiração é mais que alegria. É um momento em que a Palavra de Deus é semeada em nosso coração”, disse Francisco. O Papa ressaltou “que não se pode viver sempre na admiração, ela deve ser levada na vida com a custódia. Foi o que Maria faz, guardava a Palavra de Deus”, disse o Santo Padre acrescentando: “Guardar a Palavra de Deus: o que isso significa? Eu recebo a Palavra, depois pego uma garrafa e coloco a Palavra na garrafa e a conservo? Não. Guardar a Palavra de Deus significa que o nosso coração se abre, está aberto para aquela Palavra como a terra se abre para receber as sementes. A Palavra de Deus é uma semente que deve ser semeada. Jesus nos diz o que acontece com a semente: algumas caem ao longo do caminho, mas vêm as aves e as comem. Esta palavra não foi guardada, esses corações não souberam recebê-la.”

“Outras caem em terra pedregosa e a semente morre. Jesus nos diz que essas pessoas não sabem guardar a Palavra de Deus, porque não são constantes: quando vem a tribulação se esquecem. A Palavra de Deus caiu numa terra não preparada, não custodiada, onde existem espinhos. E o que são os espinhos? Jesus fala de apego à riqueza, aos vícios. Conservar a Palavra de Deus significa meditar sempre o que nos diz esta Palavra com o que acontece na vida. E isso Maria fez, meditava e fazia a comparação. Este é um grande trabalho espiritual”, disse ainda Francisco ressaltando:
“João Paulo II dizia que Maria tinha, com este trabalho, um cansaço especial em seu coração: tinha o coração afadigado. Mas isto não é um problema, é um esforço, é um trabalho. Guardar a Palavra de Deus requer este trabalho: o trabalho de buscar o que significa isto neste momento, o que o Senhor quer me dizer neste momento, esta situação relacionada com a Palavra de Deus como se entende. Ler a vida com a Palavra de Deus. Isso significa guardar”.
“Mas também lembrar”, frisou o pontífice. “A memória é uma custódia da Palavra de Deus. Ela nos ajuda a conservá-la, a recordar tudo o que o Senhor fez em minha vida”, disse Francisco. Segundo o Papa, “a memória nos lembra todas as maravilhas da salvação em seu povo e no meu coração. A memória guarda a Palavra de Deus”, disse.
O Santo Padre concluiu sua homilia convidando a pensar “sobre como guardar a Palavra de Deus, como conservar essa admiração para que as aves não a comam e os vícios não a sufoquem”.
“Faremos bem em nos perguntar: Com as coisas que acontecem na vida, o que o Senhor me diz com a Sua Palavra, neste momento? Isto se chama guardar a Palavra de Deus, porque a Palavra de Deus é a mensagem que o Senhor nos dá a cada momento. Devemos guardá-la com a nossa memória e também com a nossa esperança. Peçamos ao Senhor a graça de receber a Palavra de Deus e guardá-la, e também a graça de ter um coração que se esforça em conservá-la”, concluiu o Papa Francisco. (MJ)
Fonte:  Radio Vaticano

ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

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“Ao entrar no mundo, Cristo disse: Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade.”

Hb 10,4.7

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, quiseste que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

 

Leituras da liturgia eucarística: Is 7, 10-14; 8,10; Sl 39; Hb 10, 4-10; Lc 1, 26-38

 

EVANGELHO: Lc 1, 26-38

 

Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”

Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

 

REFLEXÃO

No Evangelho do dia, Lucas refere o fato histórico do anúncio do nascimento de Jesus (1,26-38). É a narração acentuadamente mariana, quer porque só Maria pode tê-la referido, quer por ser ela a protagonista. Tudo, porém, está em função daquele que deve vir: Jesus. É designado como “Filho do Altíssimo”, a quem será dado “O trono de Davi… e seu reino não terá fim” (ibidem, 32-33). Sua conceição no seio de Maria não se dará por intervenção humana, mas por singular intervenção divina: “O Espírito descerá sobre ti e a potência do Altíssimo te cobrirá” (Ibidem, 35). Ante a grandeza inaudita de tal anúncio, Maria desaparece num ato de fé e de humildade sem igual. Justamente porque humilde, crê coisas humanamente impossíveis. Entre todas as criaturas, a Virgem Maria é a primeira a crer em Cisto Filho de Deus, que, por inexplicável mistério, está para se tornar, nela, verdadeiro homem. Crendo, aceita. Mas não lhe permite sua humildade oferecer-se a Deus senão em qualidade de serva, de escrava. Responde Deus imediatamente, fazendo ela a Mãe intacta de seu Unigênito. Mistério de misericórdia infinita por parte do Altíssimo, ato de humildade e de fá por parte de Maria “A Virgem escuta, crê e concebe”, diz St. Agostinho (Sermão 196, 1,1).

Humildade e fé são a terra fértil em que realiza Deus os milagres de seu amor onipotente. (Gabriel de Santa Maria Madalena, O.C.D.: Intimidade Divina. Loyola, São Paulo, 1990, p. 1171).