09 DE NOVEMBRO – DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO

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“Esta casa eu escolhi e santifiquei, para nela estar meu nome para sempre.” 2Cr 7,16

ORAÇÃO

Ó Deus que edificais o vosso templo eterno com pedras vivas e escolhidas, difundi na vossa Igreja o Espírito que lhe destes, para que o vosso povo cresça sempre mais, construindo a Jerusalém celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. (Oração das Horas)

 

Leituras da liturgia eucarística: Ez 47,1-2.8-9.12; Sl 45; Jo 2,13-22

 

EVANGELHO: Jo 2,13-22

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Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”.Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.

 

REFLEXÃO

“Amados irmãos e irmãs!

Hoje a liturgia recorda a Dedicação da Basílica Lateranense, que é a catedral de Roma e que a tradição define «mãe de todas as igrejas da Urbe e do Orbe». Com a palavra «mãe» referimo-nos não tanto ao edifício sagrado da Basílica, quanto à obra do Espírito Santo que neste edifício se manifesta, frutificando mediante o ministério do Bispo de Roma, em todas as comunidades que permanecem na unidade com a Igreja à qual ele preside.

Todas as vezes que celebramos a dedicação de uma igreja, é-nos recordada uma verdade essencial: o templo material feito de pedra é sinal da Igreja viva e ativa na história, ou seja, daquele «templo espiritual», como diz o apóstolo Pedro, do qual o próprio Cristo é «pedra viva, rejeitada pelos homens mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus» (1 Pd 2, 4-8). Jesus, no Evangelho da liturgia de hoje, falando do templo, revelou uma verdade perturbante: ou seja, que o templo de Deus não é só o edifício feito de pedra, mas é o seu corpo, feito de pedras vivas. Em virtude do Baptismo, cada cristão faz parte do «edifício de Deus» (1 Cor 3, 9), aliás, torna-se a Igreja de Deus. O edifício espiritual, a Igreja comunidade dos homens santificados pelo sangue de Cristo e pelo Espírito do Senhor ressuscitado, pede a cada um de nós que sejamos coerentes com o dom da fé e realizemos um caminho de testemunho cristão. E não é fácil, todos o sabemos, a coerência na vida entre a fé e o testemunho; mas nós devemos ir em frente e fazer na nossa vida esta coerência diária. «Este é um cristão!», não tanto por aquilo que diz, mas por aquilo que faz, pelo modo como se comporta. Esta coerência, que nos dá vida, é uma garantia do Espírito Santo que devemos pedir. A Igreja, na origem da sua vida e da sua missão no mundo, mais não foi do que uma comunidade constituída para confessar a fé em Jesus Cristo Filho de Deus e Redentor do homem, uma fé que se torna ativa por meio da caridade. Caminham juntas! Também hoje a Igreja está chamada a ser no mundo a comunidade que, radicada em Cristo por meio do Batismo, professa com humildade e coragem a fé n’Ele, testemunhando-a na caridade.

Para esta finalidade essencial devem ser orientados também os elementos institucionais, as estruturas e os organismos pastorais; para esta finalidade essencial: testemunhar a fé na caridade. A caridade é precisamente a expressão da fé e também a fé é a explicação e o fundamento da caridade. A festa de hoje convida-nos a meditar sobre a comunhão de todas as Igrejas, ou seja, desta comunidade cristã, estimula-nos por analogia a comprometer-nos para que a humanidade possa superar as fronteiras da inimizade e da indiferença, a construir pontes de compreensão e de diálogo, para fazer do mundo inteiro uma família de povos reconciliados entre eles, fraternos e solidários. Desta nova humanidade a própria Igreja é sinal e antecipação, quando vive e difunde com o seu testemunho o Evangelho, mensagem de esperança e de reconciliação para todos os homens. Invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, para que nos ajude a ser, como ela, «casa de Deus», templo vivo do seu amor.” (Papa Francisco, Angelus, 09 de novembro de 2014)

TODOS OS SANTOS – SOLENIDADE

Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando a festa de Todos os Santos. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus. (Ant. Entr.)

 

ORAÇÃO DO DIA

Deus eterno e todo-poderoso, que nos dais celebrar numa só festa os méritos de todos os santos, concedei-nos, por intercessores tão numerosos, a plenitude da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

Leituras da liturgia eucarística: Ap 7,2-4.9-14; Sl 23; 1 Jo 3,1-3; Mt 5,1-12

 

EVANGELHO: Mt 5,1-12

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Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los:

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

 

REFLEXÃO

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

À distância de poucos dias da solenidade de Todos os Santos e da Comemoração dos fiéis defuntos, a Liturgia deste domingo convida-nos ainda a refletir sobre o mistério da ressurreição dos mortos. O Evangelho de Lucas (cf. 20, 27-38) apresenta-nos Jesus que se confronta com alguns saduceus, os quais não acreditavam na ressurreição e concebiam a relação com Deus só na dimensão da vida terrena. E por conseguinte, para ridicularizar a ressurreição e pôr Jesus em dificuldade, submeteram-lhe um caso paradoxal e absurdo: uma mulher que tivera sete maridos, todos irmãos, os quais morreram um depois do outro. Eis então a pergunta maliciosa dirigida a Jesus: aquela mulher, na ressurreição, de quem será esposa? (v. 33)?

Jesus não cai na cilada e reafirma a verdade da ressurreição, explicando que a existência depois da morte será diversa da terrena. Ele faz compreender aos seus interlocutores que não é possível aplicar as categorias deste mundo às realidades que vão além e são maiores daquilo que vemos nesta vida. Com efeito diz: «Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas as pessoas que merecem alcançar a ressurreição e a vida futura nem hão de casar, nem ser dados em casamento» (v. 34-35). Com estas palavras, Jesus pretende explicar que neste mundo vivemos de realidades provisórias, que acabam; ao contrário no além, depois da ressurreição, já não teremos a morte como horizonte e viveremos tudo, também os vínculos humanos, na dimensão de Deus, de modo transfigurado. Inclusive o matrimónio, sinal e instrumento do amor de Deus neste mundo, resplandecerá transformado em plena luz na comunhão gloriosa dos santos no Paraíso.

Os «filhos do céu e da ressurreição» não são poucos privilegiados, mas são todos os homens e todas as mulheres, porque a salvação que Jesus trouxe é para cada um de nós. E a vida dos ressuscitados será semelhante à dos anjos (cf. v. 36), ou seja, toda imersa na luz de Deus, toda dedicada ao seu louvor, numa eternidade cheia de júbilo e de paz. Mas atenção! A ressurreição não é só o facto de ressuscitar depois da morte, mas é um novo género de vida que já experimentamos no hoje; é a vitória sobre o nada que já podemos antegozar. A ressurreição é o fundamento da fé e da esperança cristã! Se não houvesse a referência ao Paraíso e à vida eterna, o cristianismo reduzir-se-ia a uma ética, a uma filosofia de vida. Ao contrário, a mensagem da fé cristã vem do céu, é revelada por Deus e vai além deste mundo. Acreditar na ressurreição é essencial, para que cada um dos nossos atos de amor cristão não seja efémero nem um fim em si mesmo, mas se torne uma semente destinada a desabrochar no jardim de Deus, e produzir frutos de vida eterna.

A Virgem Maria, rainha do céu e da terra, nos confirme na esperança da ressurreição e nos ajude a fazer frutificar em obras boas a palavra do seu Filho semeada nos nossos corações. (Papa Francisco, Ângelus, 06 de novembro de 2016)

 

12 DE OUTUBRO: NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL

“Com grande alegria, rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noivar ornada de suas joias.” (Is 61,10)

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus todo-poderoso, ao rendermos culto à Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus e Senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

 

Leituras da liturgia eucarística: Est 5,1-2,7,2-3; Sl 44; Ap 12,1.5.13.15-16; Jo 2,1-11

 

EVANGELHO: Jo 2,1-11

 

Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.

Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.

Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser!”.

Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.

Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala!”. E eles levaram. O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.

O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”

Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

REFLEXÃO

Nesse trecho muito discutido convém distinguir o que é claro do que continua discutível. 1) Trata-se, em primeiro lugar, de uma revelação de Jesus que, considerando-se o contexto precedente, marca um cume. Observem-se os vários testemunhos: Cordeiro de Deus; Messias; aquele sobre o qual escreveu Moisés na lei e nos profetas; Filho de Deus e rei de Israel; e Jesus, atribuindo a si mesmo o título de filho do homem, acrescenta: “Vereis…” (1,51). É uma contínua projeção para o futuro, no qual será revelada a realidade de testemunho. Caná é o primeiro sinal (=milagre) que inicia a manifestação de uma realidade, a glória de Jesus. Mas a sua glória total só será revelada na morte que sofrerá quando chegar a sua hora, isto é, no terceiro dia. 2) Sobre este fundamento são possíveis outras considerações: a abundância do vinho e bom vinho é um sinal messiânico (Is 25,6; Jr 31,12; Am 9,14; Zc 9,17) e, unida ao conceito de hora, é sinal da eucaristia; a Maria, não considerada como mãe mas como mulher, é lembrada a hora; na condição de mulher entra como senhora na obra da salvação e tem a iniciativa; como mulher pode, na hora tornar-se nossa mãe. (Missal Cotidiano, Paulus, 1995, p 1769)