NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA – 8 DE SETEMBRO

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A festa da Natividade de Nossa Senhora liga-se estreitamente à vinda do Messias, como promessa, preparação e fruto de salvação. Veneramos hoje a Maria, aurora que precede o “sol da justiça”, e recordamos os acontecimentos que prepararam o nascimento de Jesus. (LD Ano XXIV nº285)

 

Celebremos com alegria o nascimento da Virgem Maria: por ela nos veio o sol da justiça, o Cristo, nosso Deus. (Ant.Entr.)

 

ORAÇÃO DO DIA

Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa do seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leituras da liturgia eucarística: Mq 5,1-4; Sl 70; Mt 1,1-16.18-23 ou 1,18-23

 

EVANGELHO:  Mt 1,1-16.18-23 ou 1,18-23

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Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá; Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. Depois do exílio da Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo.

A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.

José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”.

Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

 

REFELXÃO

“O teu nascimento, ó Virgem Mãe de Deus; anunciou a alegria ao mundo inteiro”.

Hoje é o dia desta alegria. A Igreja, a 8 de Setembro, nave meses depois da solenidade da Imaculada Conceição da Mãe do Filho de Deus, celebra a recordação do seu nascimento. O dia da natividade da Mãe faz voltar os nossos corações para o Filho: “De ti nasceu o Sol da Justiça, Cristo nosso Deus: Ele levantou a maldição e trouxe a graça, venceu a morte e deu-nos a vida eterna” (Ant. do Benedictus).

Assim, pois, a grande alegria da Igreja passa do Filho para a Mãe. O dia da sua natividade e verdadeiramente um prenúncio e o inicio do mundo melhor (“origo mundi melioris”), como proclamou de modo esplêndido o Papa Paulo VI.

E por isso a liturgia de hoje confessa e anuncia que o nascimento de Maria esparge a própria luz sobre todas as Igrejas que há no orbe. (Trecho da Homilia de São João Paulo II, Santuário de Loreto, 8 de setembro de 1979)

ORAÇÕES À NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA

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I

Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.

 

II

Oh! Maria santíssima! Eleita e destinada ao eterno pela augustíssima Trindade para Mãe do unigênito Filho do Pai, anunciada pelos profetas, esperada dos Patriarcas, e desejada de todas as gentes; Sacrário e templo vivo do Espírito Santo, sol sem mancha, porque fostes concebida sem pecado original, Senhora do céu e da terra, Rainha dos anjos; nós humildemente prostrados vos veneramos e nos alegramos da solene comemoração anual de vosso felicíssimo nascimento; e, do mais íntimo de nosso Coração, vos suplicamos que vos digneis benigna vir a nascer espiritualmente em nossas almas, para que, cativadas estas por vossa amabilidade e doçura, vivam sempre unidas a vosso dulcíssimo e amabilíssimo coração. Amém

 

III

Oh! Graciosíssima menina! que com vosso feliz Nascimento haveis consolado ao mundo, alegrado ao céu e aterrado ao inferno; Haveis dado ajuda aos caídos, esperança aos tristes, saúde aos enfermos e alegria a todos; suplicamos-vos com os mais fervorosos afetos que renasceis espiritualmente com vosso Santo amor em nossas almas; renovai nosso espírito para que vos sirvamos, acendei de novo nosso coração para que vos amemos; e fazei florescer em nós aquelas virtudes com as quais possamos fazer-nos sempre mais agradáveis a vossos benigníssimos olhos. Oh! Maria! Fazei-nos experimentar os saudáveis efeitos de vosso suavíssimo nome; sirva-nos a invocação deste nome de alívio nos trabalhos, de esperança nos perigos, de escudo nas tentações, de alimento na morte. Seja o nome de Maria como mel na boca, a melodia no ouvido, e o júbilo no coração. Assim seja!

IV

Oração à Nossa Senhora Menina:

Flor de Primavera, Lírio de Pureza, doce Ventre de Ana que guardou o Coração da Mãe de Deus. Maria, beleza infantil, coração de criança, alma delicada que todos os anjos veneram, sede a minha inspiração, Menina Pura de Deus, sede a minha força. Encanto do Espírito Santo, sede para mim a Luz que me leva ao céu. Maria, menina, ensina-me a amar a Deus como tu o amastes desde a mais tenra idade. Orgulho do Filho de Deus, rogai por mim e obtenha de Deus a pureza de criança para a minha alma. Amém.

(Extraído de informações fornecidas pelas Irmãs. Imprimatur: Na Curia Arch Mediolani morrer 14-1-196; Theresius Ferraroni)

 

OUTROS:

SERMÃO

“Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus” (Pe. Antônio Vieira, Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).”

 

EXALTAÇÕES

I

Quão nobre, excelso, glorioso foi o vosso nascimento, ó bem-aventurada Maria!… Que cúmulo de graças derrama sobre vós, neste dia, Deus Pai!. Vejo o Verbo Eterno acorrer, ele próprio, para consagra seu tabernáculo e enriquecê-lo de tesouros celestes com generosidade ilimitada, porque ele quer, ó bem-aventurada menina, aurora de nossa redenção, quer que desde o vosso nascimento sejais digna dele e sintais o imenso dom de terdes um Filho que é, ao mesmo tempo, o autor de vosso nascimento. Quem não se sente perturbado ante a visão de semelhantes prodígios? Não digo que palavras, mas até que pensamentos poderiam elevar-se tão alto que conseguissem exprimir perfeitamente a honra, a majestade da Mãe de Deus?

Passou, portanto, a noite, aproxima-se o dia… este bem-aventurado e glorioso dia há tantos séculos prometido à pobre natureza humana!… Já começa a brilhar o dia de Jesus e já saboreamos sua benéfica luz… em vós, ó Maria, já sua luz resplandece desde o vosso nascimento, pois já em vós se vê a isenção do pecado, a plenitude da graça. Sois fonte rica, sem medida, de caridade para com todos os homens, pois que todos somos pecadores. (B. Bossuet, Nascimento da Virgem 2,1; 3, exórdio, in La Madonna, p.150.164)

 

II

Ó Maria, sois a criatura que conheceu o dom de Deus, e dEle nenhuma gota perdeu. Tão pura e luminosa sois que pareceis a própria luz! “Espelho de justiça”: tão simples e perdida em Deus foi vossa vida que quase impossível é falarmos dela! “Virgem fiel”: sois a Virgem fiel, “a que guardava todas as coisa no coração”. No segredo do templo, tão pequenina permanecestes e tão recolhida na presença de Deus, que sobre vós atraístes as complacências da Santíssima Trindade. “Porque se dignou o Senhor volver o olhar para a pequenez de sua serva, todas as gerações me chamarão bem-aventurada!”

Inclinando-se o Pai sobre vós, criatura tão bela que ignoráveis completamente vossa própria beleza, quis que fôsseis no tempo a Mãe daquele de quem é Pai na eternidade. Intervém então o Espírito de Amor, que preside a todas as operações de Deus; e vós, ó Virgem, dissestes vosso “Fiat”: “Eis a serva do senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra”. Realizou-se, nesse momento, o maior dos mistérios e, pela encarnação do Verbo, vós, ó Maria, fostes, para sempre, a presa de Deus! (Isabel da Trindade, 1 Retiro 10,1).

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.

Leituras da Liturgia :Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab; Sl 44; 1Cor 15,20-27a; Lc 1,39-56

 

EVANGELHO: Lc 1,39-56

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

 

REFLEXÃO

“No coração do mês de Agosto os Cristãos do Oriente e do Ocidente celebram conjuntamente a Solenidade da Assunção de Maria Santíssima no Céu. Na Igreja Católica, o dogma da Assunção — como se sabe — foi proclamado durante o Ano Santo de 1950 pelo venerado (…) Servo de Deus Papa Pio XII.  Tal memória, porém, mergulha as suas raízes na fé dos primeiros séculos da Igreja. (…)

Na página do Evangelho de São Lucas, da liturgia hodierna, lemos que Maria, ‘naqueles dias, levantou-se e foi às pressas às montanhas, para uma cidade de Judá’ (Lc 1, 39). Naqueles dias Maria apressava-se para ir da Galileia até a uma cidadezinha nos arredores de Jerusalém, para ir encontrar a sua prima Isabel. Hoje, contemplamo-la que sobe rumo à montanha de Deus e entra na Jerusalém celeste, ‘revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas’ (Ap 12, 1). (…)

É um mistério grandioso, aquele que hoje celebramos, é, sobretudo, um mistério de esperança e de alegria para todos nós: em Maria vemos a meta para a qual caminham todos aqueles que sabem vincular a própria vida à vida de Jesus, que O sabem seguir como Maria. Então, esta solenidade fala do nosso futuro, diz-nos que também nós estaremos ao lado de Jesus na alegria de Deus e convida-nos a ter coragem, a acreditar que o poder da Ressurreição de Cristo pode agir também em nós, tornando-nos homens e mulheres que, todos os dias, procuram viver como ressuscitados, levando à obscuridade do mal que existe no mundo, a luz do bem.” (Papa Émerito, Bento XVI, Angelus, 15 ago 2011)

 

ORAÇÃO

 “Ao celebrar a sua Assunção ao Céu em corpo e alma, oramos a Maria para que ajude os homens e as mulheres do nosso tempo a viverem com fé e esperança neste mundo, procurando o Reino de Deus em todas as coisas; oxalá ela ajude os crentes a abrirem-se à presença e à ação do Espírito Santo, Espírito Criador e Renovador, capaz de transformar os corações; ilumine as mentes acerca do destino que nos espera, da dignidade de cada pessoa e da nobreza do corpo humano. Maria, elevada ao Céu, mostra-te a todos como Mãe de esperança! Mostra-te a todos como Rainha da Civilização do amor!” (São João Paulo II)