PENTECOSTES – ANO B

 

“O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito que habita em nós, aleluia!” Rm 5,5;10,110

 

ORAÇÃO DO DIA

Deus eterno e todo-poderoso, quisestes que o mistério pascal se completasse durante cinquenta dias, até a vinda do Espírito Santo. Fazei que todas as nações dispersas pela Terra, na diversidade de suas línguas, se unam no louvor do vosso nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leituras da liturgia eucarística: At 2,1-11; Sl 103; 1Cor 12,3b-7.12-13; Jo 20,19-23

 

EVANGELHO: Jo 20,19-23

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.

Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

 

REFLEXÃO

Queridos irmãos e irmãs!

Sinto-me feliz por celebrar convosco esta Santa Missa, animada hoje também pelo Coro da Academia de Santa Cecília e pela Orquestra juvenil — à qual agradeço — na Solenidade de Pentecostes. Este mistério constitui o batismo da Igreja, é um acontecimento que lhe conferiu, por assim dizer, a forma inicial e o estímulo para a sua missão. E esta «forma» e «estímulo» são sempre válidos, sempre atuais, e renovam-se de modo particular mediante as ações litúrgicas. Esta manhã gostaria de meditar sobre um aspecto essencial do mistério do Pentecostes, que nos nossos dias conserva toda a sua importância. O Pentecostes é a festa da união, da compreensão e da comunhão humana. Todos podemos constatar como no nosso mundo, mesmo se estamos cada vez mais próximos uns dos outros com o progresso dos meios de comunicação, e as distâncias geográficas parecem desaparecer, a compreensão e a comunhão entre as pessoas muitas vezes é superficial e difícil. Permanecem desequilíbrios que com frequência levam a conflitos; o diálogo entre as gerações torna-se difícil e por vezes prevalece a contraposição; assistimos a factos quotidianos nos quais nos parece que os homens estão a tornar-se mais agressivos e mais conflituosos; compreender-se parece demasiado comprometedor e prefere-se permanecer no próprio eu, nos próprios interesses. Nesta situação, podemos deveras encontrar e viver aquela unidade da qual temos necessidade?

A narração do Pentecostes nos Atos dos Apóstolos, que ouvimos na primeira leitura (cf. 2, 1-11), contém um panorama dos últimos grandes afrescos que encontramos no início do Antigo Testamento: a antiga história da construção da Torre de Babel. Mas o que é Babel? É a descrição de um reino no qual os homens concentraram tanto poder que pensaram que já não precisavam de fazer referência a um Deus distante e deste modo eram tão fortes que podiam construir sozinhos um caminho que leva ao céu para abrir as suas portas e pôr-se no lugar de Deus. Mas precisamente nesta situação verifica-se algo anômalo e singular. Enquanto os homens estavam a trabalhar juntos, construindo a torre, repentinamente deram-se conta de que estavam a construir um contra o outro. Enquanto tentavam ser como Deus, corriam o perigo de nem sequer ser mais homens, porque tinham perdido um elemento fundamental do ser pessoas humanas: a capacidade de se aproximarem, de se compreenderem e de trabalhar juntos.

Esta narração bíblica contém uma sua verdade perene; podemos vê-la ao longo da história, mas também no nosso mundo. Com o progresso da ciência e da técnica alcançamos o poder de dominar forças da natureza, de manipular os elementos, de fabricar seres vivos, chegando quase até ao próprio ser humano. Nesta situação, rezar a Deus parece algo superado, inútil, porque nós próprios podemos construir e realizar tudo o que queremos. Mas não nos apercebemos de que estamos a viver a mesma experiência de Babel. É verdade, multiplicámos as possibilidades de comunicar, de obter informações, de transmitir notícias, mas podemos dizer que aumentou a capacidade de nos compreendermos ou talvez, paradoxalmente, entendemo-nos cada vez menos? Entre os homens não parece porventura que se insinua um sentido de desconfiança, de suspeita, de receio recíproco, até nos tornarmos inclusive perigosos uns para os outros? Voltemos então à pergunta inicial: pode haver deveras unidade, concórdia? E como?

Encontramos a resposta na Sagrada Escritura: só pode haver unidade com o dom do Espírito de Deus, o qual nos dará um coração novo e uma língua nova, uma capacidade nova de comunicar. E foi isto que se verificou no Pentecostes. Naquela manhã, cinquenta dias depois da Páscoa, um vento impetuoso soprou sobre Jerusalém e a chama do Espírito Santo desceu sobre os discípulos reunidos, pousou sobre cada um e acendeu neles o fogo divino, um fogo de amor, capaz de transformar. O receio desapareceu, o coração sentiu uma nova força, as línguas soltaram-se e começaram a falar com franqueza, de modo que todos pudessem compreender o anúncio de Jesus Cristo morto e ressuscitado. No Pentecostes, onde havia divisão e indiferença, surgiram unidade e compreensão.

Mas olhemos para o Evangelho de hoje, no qual Jesus afirma: «Quando vier o Espírito da Verdade, Ele guiar-vos-á para a verdade total» (Jo 16, 13). Aqui Jesus, falando do Espírito Santo, explica-nos o que é a Igreja e como ela deva viver para ser ela mesma, para ser o lugar da unidade e da comunhão na Verdade: diz-nos que agir como cristãos significa não nos fecharmos no próprio «eu», mas orientarmo-nos para o todo: significa acolher em nós mesmos a Igreja inteira ou, ainda melhor, deixar que ela nos acolha interiormente. Então, quando eu falo, penso, ajo como cristão, não o faço fechando-me no meu eu, mas faço-o sempre no todo e a partir do todo: assim o Espírito Santo, Espírito de unidade e de verdade, pode continuar a ressoar nos nossos corações e nas mentes dos homens e estimulá-los a encontrar-se e a aceitar-se uns aos outros. O Espírito, precisamente pelo facto de que age desta forma, introduz-nos em toda a verdade, que é Jesus, guia-nos no seu aprofundamento e compreensão: não crescemos no conhecimento fechando-nos no nosso eu, mas unicamente tornando-nos capazes de ouvir e partilhar, só no «nós» da Igreja, com uma atitude de profunda humildade interior. E desta forma torna-se mais claro por que motivo Babel é Babel e o Pentecostes é o Pentecostes. Onde os homens pretendem tornar-se Deus, podem unicamente pôr-se uns contra os outros. Ao contrário, onde estão na verdade do Senhor, abrem-se à acção do seu Espírito que os ampara e une.

A contraposição entre Babel e o Pentecostes é repetida também na segunda leitura, onde o Apóstolo diz: «Caminhai segundo o Espírito e não sereis levados a satisfazer o desejo da carne» (Gl 5, 16). São Paulo explica-nos que a nossa vida pessoal está marcada por um conflito interior, por uma divisão, entre os impulsos que provêm da carne e os que derivam do Espírito; e nós não podemos segui-los todos. Com efeito, não podemos ser contemporaneamente egoístas e generosos, seguir a tendência de dominar os outros e sentir a alegria do serviço abnegado. Devemos escolher sempre que impulso seguir e só o podemos fazer de modo autêntico com a ajuda do Espírito de Cristo. São Paulo enumera — como ouvimos — as obras da carne, que são os pecados de egoísmo e de violência, como inimizade, discórdia, ciúmes, desentendimentos; são pensamentos e acções que não fazem viver de modo deveras humano e cristão, no amor. É uma orientação que leva a perder a própria vida. Ao contrário, o Espírito Santo guia-nos rumo às alturas de Deus, porque podemos viver já nesta terra o germe de vida divina que está em nós. Com efeito, são Paulo afirma: «O fruto do Espírito é amor, alegria e paz» (Gl 5, 22). E vemos que o Apóstolo usa o plural para descrever as obras da carne, que provocam a dispersão do ser humano, enquanto usa o singular para definir a acção do Espírito, fala de «fruto», precisamente como à dispersão de Babel se contrapõe a unidade do Pentecostes.

Queridos amigos, devemos viver segundo o Espírito de unidade e de verdade, e por isto temos que rezar a fim de que o Espírito nos ilumine e guie para vencermos o fascínio de seguir verdades nossas, e acolhermos a verdade de Cristo transmitida na Igreja. A narração do Pentecostes em Lucas diz-nos que Jesus antes de subir ao céu pediu aos Apóstolos que permanecessem juntos para se prepararem para receber o dom do Espírito Santo. E assim reuniram-se em oração com Maria no Cenáculo na expectativa do acontecimento prometido (cf. Act 1, 14). Recolhida com Maria, como no seu nascer, a Igreja reza também hoje: «Veni Sancte Spiritus! — Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus filhos e acende neles o fogo do teu amor!». Amém.” (Papa Bento XVI, Homilia , 27 de maio de 2012)

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA – 13 DE MAIO

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“Os discípulos unidos perseveravam em Oração com Maria, a mãe de Jesus.” (At 1,14)

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição do vosso Filho, concedei-nos por sua mãe a Virgem Maria, o júbilo da vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leituras da liturgia eucarística: Is 61,9-11; Sl 44; Lc 11,27-28

 

EVANGELHO:  Lc 11,27-28

 

Naquele tempo, enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse; “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

REFLEXÃO

“Queridos peregrinos,

«A linhagem do povo de Deus será conhecida […] como linhagem que o Senhor abençoou» (Is 61, 9). Assim começava a primeira leitura desta Eucaristia, cujas palavras encontram uma realização admirável nesta devota assembleia aos pés de Nossa Senhora de Fátima. Irmãs e irmãos muito amados, também eu vim como peregrino a Fátima, a esta «casa» que Maria escolheu para nos falar nos tempos modernos. Vim a Fátima para rejubilar com a presença de Maria e sua materna proteção. Vim a Fátima, porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos. Enfim, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo», de que a Igreja, de que os sacerdotes «amam» Jesus e n’Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar à proteção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus.

São a linhagem que o Senhor abençoou… Linhagem que o Senhor abençoou és tu, amada diocese de Leiria-Fátima, com o teu Pastor Dom António Marto, a quem agradeço a saudação inicial e todas as atenções com que me cumulou nomeadamente através de seus colaboradores neste santuário. Saúdo o Senhor Presidente da República e demais autoridades ao serviço desta Nação gloriosa. Idealmente abraço todas as dioceses de Portugal, aqui representadas pelos seus Bispos, e confio ao Céu todos os povos e nações da terra. Em Deus, estreito ao coração todos os seus filhos e filhas, especialmente quantos vivem atribulados ou abandonados, no desejo de comunicar-lhes aquela esperança grande que arde no meu coração e que, em Fátima, se faz encontrar mais sensivelmente. A nossa grande esperança lance raízes na vida de cada um de vós, amados peregrinos aqui presentes, e de quantos estão em comunhão connosco através dos meios de comunicação social.

Sim! O Senhor, a nossa grande esperança, está connosco; no seu amor misericordioso, oferece um futuro ao seu povo: um futuro de comunhão consigo. Tendo experimentado a misericórdia e consolação de Deus que não o abandonara no fatigante caminho do regresso do exílio de Babilônia, o povo de Deus exclama: «Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus» (Is61, 10). Filha excelsa deste povo é a Virgem Mãe de Nazaré, a qual, revestida de graça e docemente surpreendida com a gestação de Deus que se estava operando no seu seio, faz igualmente sua esta alegria e esta esperança no cântico do Magnificat: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador». Entretanto não se vê como privilegiada no meio de um povo estéril, antes profetiza-lhe as doces alegrias duma prodigiosa maternidade de Deus, porque «a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem» (Lc 1, 47.50).

Prova disto mesmo é este lugar bendito. Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora «vinda do Céu», como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana. Uma experiência de graça que os tornou enamorados de Deus em Jesus, a ponto da Jacinta exclamar: «Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo. Quando Lho digo muitas vezes, parece que tenho um lume no peito, mas não me queimo». E o Francisco dizia: «Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 40 e 127).

Irmãos, ao ouvir estes inocentes e profundos desabafos místicos dos Pastorinhos, poderia alguém olhar para eles com um pouco de inveja por terem visto ou com a desiludida resignação de quem não teve essa sorte mas insiste em ver. A tais pessoas, o Papa diz como Jesus: «Não andareis vós enganadas, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12, 24). As Escrituras convidam-nos a crer: «Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29), mas Deus – mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio (cf. Santo Agostinho, Confissões, III, 6, 11) – tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma (cf. Card. Joseph Ratzinger, Comentário teológico da Mensagem de Fátima, ano 2000). Sim! Deus pode alcançar-nos, oferecendo-Se à nossa visão interior.

Mais ainda, aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem. Que Ele tem poder para incendiar os corações mais frios e tristes, vemo-lo nos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 32). Por isso a nossa esperança tem fundamento real, apoia-se num acontecimento que se coloca na história e ao mesmo tempo excede-a: é Jesus de Nazaré. E o entusiasmo que a sua sabedoria e poder salvífico suscitavam nas pessoas de então era tal que uma mulher do meio da multidão – como ouvimos no Evangelho – exclama: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Contudo Jesus observou: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11, 27. 28). Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo.

«A linhagem do povo de Deus será conhecida […] como linhagem que o Senhor abençoou» (Is 61, 9) com uma esperança inabalável e que frutifica num amor que se sacrifica pelos outros, mas não sacrifica os outros; antes – como ouvimos na segunda leitura – «tudo desculpa, tudo acredita, tudo espera, tudo suporta» (1 Cor 13, 7). Exemplo e estímulo são os Pastorinhos, que fizeram da sua vida uma doação a Deus e uma partilha com os outros por amor de Deus. Nossa Senhora ajudou-os a abrir o coração à universalidade do amor. De modo particular, a beata Jacinta mostrava-se incansável na partilha com os pobres e no sacrifício pela conversão dos pecadores. Só com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civilização do Amor e da Paz.

Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: «Onde está Abel, teu irmão? […] A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim» (Gn 4, 9). O homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo… Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima, quando Nossa Senhora pergunta: «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele mesmo é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 162).

Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu. Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra, nomeadamente à passagem da Virgem Peregrina, que se votaram à causa da solidariedade fraterna. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima.” (Homilia do Papa Bento XVI, Esplanada do Santuário de Fátima, 13 de Maio de 2010)

 

ORAÇÕES A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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Um dos insistentes pedidos de Nossa Senhora de Fátima foi este: “Rezem o terço todos os dias”.

 

I

Santíssima Virgem Maria, que nos montes de Fátima Vos dignastes revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidos na prática do vosso Santo Rosário, incuti profundamente em minha alma o apreço com que devo Ter a essa devoção, para Vós tão querida, a fim de que aproveite de seus preciosos frutos.  Volvei, ó Maria, Vossos olhos cheios de piedade sobre mim, que tanto preciso de vosso auxílio; mostrai a mim como a outros tendes mostrado, que sois verdadeira Mãe de misericórdia, enquanto eu de todo coração Vos saúdo e Vos invoco com minha soberana e Rainha do Santíssimo Rosário. Nossa Senhora, rogai por nós. Amém.

II

Ó Virgem de Fátima, Vós que desejais a paz verdadeira, trazida por vosso Filho Jesus, e que não vos cansais de velar por vossos filhos e filhas, suplicai a Deus por nós, para que nos restitua a esperança de um convívio familiar pacífico e harmonioso. Vós, ó Senhora da esperança, que aparecestes aos três pastorinhos em Fátima, confiando-lhes vossas preocupações com a paz em um mundo que ardia em ódio e descrença, fazei que nós também, seguindo o exemplo de vossos leais mensageiros, nos tornemos solícitos orantes da paz e do perdão. Eliminai, ó Senhora, todo ódio e sentimentos de vingança que envenenam as relações de pessoas, grupos e sociedades. Nossa Senhora de Fátima, dai-nos a paz! Amém.

III

Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que podemos alcançar, rezando o Santo Rosário, ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos (pedir a graça). Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.

 

IV

Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar a três pastorinhosos tesouros de graças contidos na prática do vosso Santo Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço em que devemos ter esta devoção, a vós tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da Redenção, que neles se comemoram, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça (pede-se a graça) que vos pedimos, se for para a glória de Deus e proveito de nossas almas. Assim seja. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

 

V

(na doença)

Mãe Santíssima, que tendes querido aparecer em Fátima, para avivar a nossa confiança em vosso amor e poder, vinde em nosso auxílio nesta enfermidade que a Divina Providência nos envia. Alcançai-nos a graça de conformidade completa com a santíssima vontade de Deus e a saúde perfeita, se assim lhe aprouver, para que, gozando da paz e de toda a tranquilidade, o possamos servir fielmente, todos os dias de nossa vida. Em vós, Mãe amorosíssima, depositamos toda a nossa confiança de sermos por vós atendidos bondosamente, de modo que bem depressa vos possamos vir agradecer, como filhos e servos vossos. Amém. Três Ave-Marias

 

VI

Ó Maria, que em Fátima nos tendes revelado o vosso Coração Imaculado, fonte dos mais preciosos ensinamentos e das mais eficazes graças, eis-nos aqui aos vossos pés, humildes e confiantes, ansiosos de ser por vós introduzidos no amor sempre mais ardente do nosso Deus, certos de ser benignamente atendidos em nossas necessidades pelo vosso amor de Mãe e pelo vosso poder de excelsa Rainha dos Céus. Ave Maria. Amém!

 

VII

Mãe de Fátima, vós que nos ensinastes, por meio destas humildes crianças, a realizar os serviços mais simples e a enfrentar as pequenas dificuldades de cada dia, dai-nos a coragem de nunca desanimar, sobretudo quando as forças começarem a faltar. Amém!

 

VIII

Ó Santíssima Virgem Maria, Rainha do Rosário e Mãe de Misericórdia, que vos dignastes manifestar em Fátima a ternura de vosso Imaculado Coração trazendo-nos mensagens de salvação e de paz, confiados em vossa misericórdia maternal e agradecidos das bondades de vosso amantíssimo coração, vimos a vossos pés para render-vos o tributo de nossa veneração e amor. Concedei-nos as graças de que necessitamos para cumprir fielmente vossa mensagem de amor, e a que vos pedimos agora, se forem elas para maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja!

AS CINCO ORAÇÕES REVELADAS POR NOSSA SENHORA ÀS CRIANÇAS NAS APARIÇÕES DE FÁTIMA

As aparições de um anjo e de Nossa Senhora a três crianças pobres em Fátima, Portugal, no início do século XX, é um dos milagres mais famosos do mundo católico.
As crianças receberam muitas mensagens, principalmente pedindo conversão pessoal e oração, bem como as palavras de 5 novas orações.
A primeira oração é a que muitos católicos provavelmente já estão familiarizados, mas as outras 4 não são tão conhecidas.
Aqui estão as 5 orações dadas às crianças em Fátima:
1) Oração de Fátima / Oração da Dezena do terço
“Ó meu Jesus, perdoai-nos os nossos pecados, salvai-nos do fogo do inferno, levai todas as almas ao Céu, especialmente as mais necessitadas da Tua misericórdia.”
Maria disse às crianças que as pessoas deveriam acrescentar esta oração ao final de cada dezena do Rosário.
2) A oração de perdão
“Meu Deus, eu creio, eu adoro, espero e te amo! Peço perdão por todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não te amam”.
Esta oração foi dada às crianças pelo anjo que as visitou em 1916, um ano antes de Maria lhes aparecer.
3) A oração do anjo
“Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Te adoro profundamente. Ofereço a Ti o mais precioso Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os tabernáculos do mundo, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças pelas quais Ele se ofende. Pelos infinitos méritos do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria imploro a conversão dos pobres pecadores“.
Esta é outra oração dada a eles pelo anjo. Havia uma hóstia e um cálice eucarísticos suspensos no ar, e o anjo os conduziu ajoelhados diante dela e orando esta oração.
4) A Oração Eucarística
“Santíssima Trindade, eu Te adoro! Meu Deus, meu Deus, eu Te amo no Santíssimo Sacramento.”
Quando Maria apareceu às crianças pela primeira vez em 13 de maio de 1917, ela disse: “Vocês passarão por muitos sofrimentos, mas a graça de Deus será o vosso conforto.” De acordo com Lúcia, uma das crianças, uma luz brilhante irradiava ao seu redor, e sem pensar nisso, eles começaram a recitar essa oração.
5) A Oração do Sacrifício
“Ó Jesus, é por amor de Ti, em reparação pelas ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria, e pela conversão dos pobres pecadores [que eu faço isto]”.
Maria deu às crianças esta oração, assim como a Oração de Fátima, em 13 de junho de 1917. A oração é destinada a ser recitada quando você está oferecendo sofrimento a Deus.

Fonte: pt.churchpop.com