2º DOMINGO DO ADVENTO – ANO A

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Povo de Sião, o Senhor vem para salvar as nações! E, na alegria do vosso coração, soará majestosa a sua voz.” Is 30,19.30

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leituras da liturgia eucarística: Is 11,1-10; Sl 71; Rm 15, 4-9; Mt 3,1-12

EVANGELHO: Mt 3,1-12

Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia:

“Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.

João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!”

João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo.

Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. Confessavam seus pecados e João os batizava no rio Jordão. Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: “Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? Produzi frutos que provem a vossa conversão. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’, porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão.

O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo.

Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.

Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.

 

REFLEXÃO

“Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste segundo domingo de Advento (Mt 3, 1-12) apresenta-nos a figura de São João Batista, o qual, segundo uma célebre profecia de Isaías (cf. 40, 3), se retirou no deserto da Judeia e, com a sua pregação, convidou o povo a converter-se para estar preparado para a iminente vinda do Messias. São Gregório Magno comenta que João Baptista «prega a fé recta e as obras boas… para que a força da graça penetre, a luz da verdade resplandeça, os caminhos para Deus se endireitem e surjam no ânimo pensamentos honestos depois da escuta da Palavra que guia para o bem» (Hom. in Evangelia, XX, 3, ccl 141, 155). O percurso de Jesus, situado entre a Antiga e a Nova Aliança, é como uma estrela que precede o nascer do Sol, de Cristo, isto é, d’Aquele sobre o qual — segundo outra profecia de Isaías — «se pousará o Espírito do Senhor, espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor do Senhor» (Is 11, 2).

No Tempo do Advento, também nós somos chamados a ouvir a voz de Deus, que ressoa no deserto do mundo através das Sagradas Escrituras, sobretudo quando são pregadas com a força do Espírito Santo. De fato, quanto mais a fé se deixa iluminar pela Palavra divina tanto mais se fortalece, por «tudo o que — como nos recorda o apóstolo Paulo — foi escrito antes de nós… por nossa instrução, porque, em virtude da perseverança e do conforto que provêm das Escrituras, mantemos viva a esperança» (Rm15, 4). O modelo da escuta é a Virgem Maria: «contemplando na Mãe de Deus uma existência totalmente modelada pela Palavra, descobrimo-nos também nós chamados a entrar no mistério da fé, mediante a qual Cristo vem habitar na nossa vida. Cada cristão que crê, recorda-nos Santo Agostinho, num certo sentido concebe e gera o Verbo de Deus» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 28).

Queridos amigos, «a nossa salvação baseia-se numa vinda», escreveu Romano Guardini (La santa notte. Dall’Avvento all’Epifania,Brescia, 1994, p. 13). «O Salvador veio da liberdade de Deus… Assim a decisão da fé consiste… em acolher Aquele que se aproxima» (Ibid., p. 14). «O Redentor — acrescenta — vem junto de cada homem: nas suas alegrias e angústias, nos seus conhecimentos claros, nas suas perplexidades e tentações, em tudo o que constitui a sua natureza e a sua vida» (Ibid., p. 15).

À Virgem Maria, em cujo seio habitou o Filho do Altíssimo (…) pedimos que nos ampare neste caminho espiritual, para acolher com fé e com amor a vinda do Salvador.” (Papa Bento XVI, Angelus, 05  de Dezembro de 2010)

COROA/ROSÁRIO DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS

COROA / ROSÁRIO DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS
– DEVOÇÃO APROVADA PELA IGREJA CATÓLICA

A Coroa (ou Rosário) que a Mãe de Deus entregou à Irmã Amália tinha 49 contas brancas, divididas em grupos de 7, por sete contas igualmente brancas. É, portanto, semelhante à Coroa das Dores de Maria, embora de cor diferente. Tinha ainda mais três contas finais e uma medalha com a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas – de um lado – e a imagem de Jesus Manietado – de outro lado. A medalha é uma parte essencial desta Coroa, devendo ser exatamente como aquela que a Mãe de Deus mostrou à Irmã Amália, em Campinas, a 8 de abril de 1930.

“Minha filha: o que os homens Me pedem
pelas lágrimas de Minha Mãe,
Eu amorosamente concedo.”

Jesus Manietado (Campinas, 08-11-1929)

“Esta é a Coroa de Minhas Lágrimas […].
Por meio desta Coroa o demônio será derrotado
e o poder do inferno destruído.”

Nossa Senhora das Lágrimas (Campinas, 08-03-1930)

Oração inicial:
Eis-nos aqui aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecermos as lágrimas d’Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do Calvário. Fazei, ó bom Mestre, que nós saibamos aproveitar da lição que elas nos dão, para que, na Terra, realizando a Vossa Santíssima Vontade, possamos um dia, no Céu, Vos louvar por toda a eternidade.

Nas contas brancas (que separam os grupos de 7):
Vêde, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu.

Nas contas brancas (grupos de 7):
Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima.

No fim, repete-se três vezes, nas três contas brancas finais:
Vêde, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu.

Oração final:
Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos rogos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nos dirigimos em nome das Vossas lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a coroa da vida eterna. Ámen.

Jaculatórias finais (para rezar contemplando e beijando a medalha):
– Por Vossa mansidão divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!
– Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!

Imprima-se – com 50 dias de indulgência cada vez que se repetirem as orações e jaculatórias acima mencionadas. † F., Bispo Diocesano

Fonte: http://www.nossasenhoradaslagrimas.com

por Raios Luminosos Postado em Terços

1º DOMINGO DO ADVENTO – ANO A

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“Vinde, caminhemos à luz do Senhor” (Is 2,4)

“Que alegria quando me vierem dizer: ‘Vamos subir à casa do Senhor!’ ” (Sl 121)

“É hora de despertarmos do sono […] despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Comportemo-nos honestamente como em pleno dia […] revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.” (Rm 13,11-14).

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos. (Oração das Horas)

Leituras da Liturgia Eucarística: Is 2,1-5; Sl 121; Rm 13,11-14a; Mt 24,37-44

EVANGELHO: Mt 24,37-44

A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. Pois, nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. Portanto ficai atentos,  porque não sabeis em que dia virá o Senhor. Compreendei bem isto: se o dono de casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que sua casa fosse arrombada. Por isso também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá.”

REFLEXÃO

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Começamos hoje, primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, ou seja, um novo caminho do Povo de Deus com Jesus Cristo, nosso Pastor, que nos guia na história rumo ao cumprimento do Reino de Deus. Por isso este dia tem um fascínio especial, faz-nos ter um sentimento profundo do significado da história. Redescobrimos a beleza de estar todos a caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e a humanidade inteira, os povos, a civilização, as culturas, todos a caminho através das veredas do tempo.

Mas a caminho para onde? Há um destino comum? E qual é este destino? O Senhor responde-nos através do profeta Isaías, e diz assim: «No fim dos tempos acontecerá que o Monte do Templo do Senhor terá os seus fundamentos no cume das montanhas, e dominará as colinas. Acorrerão a ele todas as gentes, virão muitos povos e dirão: “Vinde, subamos à montanha do Senhor, à Casa do Deus de Jacob: ele nos ensinará os seus caminhos”» (2, 2-3). Eis o que diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal rumo a uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação do rosto de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e Ele mesmo se tornou o «templo do Senhor», o Verbo feito carne: é Ele o guia e ao mesmo tempo a meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também os outros povos podem caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o Profeta: «Das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação, e não se adestrarão mais para a guerra» (2, 4). Permito-me repetir o que diz o Profeta, ouvi bem: «Das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação, e não se adestrarão mais para a guerra». Mas quando acontecerá isto? Será um lindo dia, no qual as armas forem desmontadas, para serem transformadas em instrumentos de trabalho! Que lindo dia será esse! E isto é possível! Isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!

Este caminho nunca está concluído. Como na vida de cada um de nós há sempre necessidade de voltar a partir, de se erguer, de reencontrar o sentido da meta da próxima existência, assim para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum para o qual estamos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para percorrer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, restitui-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque está fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não decepciona, simplesmente porque o Senhor nunca desilude! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida, é a Virgem Maria. Uma simples jovem de aldeia, que tem no coração toda a esperança de Deus! No seu seio, a esperança de Deus assumiu a carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus a caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe guiar-nos. Deixemo-nos orientar por Ela neste tempo de espera e de vigilância laboriosa.” (Papa Francisco, Angelus, 1° de Dezembro de 2013)