22 DE FEVEREIRO – CÁTEDRA DE SÃO PEDRO

tc3ba-c3a9s-pedro

O Senhor disse a Simão Pedro: Roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos. (Lc 22,32)

 

ORAÇÃO DO DIA

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que nada nos possa abalar, pois edificastes a vossa Igreja sobre aquela pedra que foi a profissão de fé do apóstolo Pedro. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! (Oração das Horas)

 

Leituras da Liturgia Eucarística: 1Pd 5,1-4; Sl 22; Mt 16,13-19

 

EVANGELHO -Mt 16,13-19

 

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

 

REFLEXÃO

A festa litúrgica da Cátedra de São Pedro vê-nos congregados para celebrar o Jubileu da Misericórdia como comunidade de serviço da Cúria Romana, do Governatorado e das Instituições ligadas à Santa Sé. Atravessando a Porta Santa, viemos até ao túmulo do Apóstolo Pedro para fazer a nossa profissão de fé; e hoje a Palavra de Deus ilumina de modo especial os nossos gestos.

Neste momento, a cada um de nós o Senhor Jesus repete a sua pergunta: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» (Mt 16, 15). Uma pergunta clara e directa, diante da qual não é possível fugir nem permanecer neutro, e nem sequer adiar a resposta ou delegá-la a uma outra pessoa. Mas ela não contém nada de inquisitivo, aliás, está cheia de amor! O amor do nosso únco Mestre, que hoje nos chama a renovar a fé nele, reconhecendo-o como Filho de Deus e Senhor da nossa vida. E o primeiro a ser chamado a renovar a sua profissão de fé é o Sucessor de Pedro, que tem a responsabilidade de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32).

Deixemos que a graça volte a plasmar o nosso coração para acreditar, e abra a nossa boca para cumprir a profissão de fé e alcançar a salvação (cf. Rm 10, 10). Portanto, façamos nossas as palavras de Pedro: «Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo!» (Mt 16, 16). O nosso pensamento e o nosso olhar permaneçam fixos em Jesus Cristo, princípio e fim de qualquer obra da Igreja. Ele é o fundamento, e ninguém pode pôr outro diferente (cf. 1 Cor 3, 11). Ele é a «pedra» sobre a qual devemos edificar. Recorda-o santo Agostinho com palavras expressivas, quando escreve que a Igreja, não obstante agitada e abalada pelas vicissitudes da história, «não desaba, porque está fundamentada sobre a pedra, da qual deriva o nome Pedro. Não é a pedra que haure o seu nome de Pedro, mas é Pedro que o recebe da pedra; assim como não é o nome Cristo que deriva de cristão, mas o nome cristão que provém de Cristo. […] A pedra é Cristo, sobre cujo fundamento também Pedro foi edificado» (In Joh. 124, 5: PL 35, 1972).

Desta profissão de fé deriva para cada um de nós a tarefa correspondente ao chamamento de Deus. Em primeiro lugar, aos Pastores é pedido que tenham como modelo o próprio Deus que cuida do seu rebanho. O profeta Ezequiel descreveu o modo como Deus age: Ele vai à procura da ovelha tresmalhada, reconduz ao aprisco a perdida, cura aquela que se feriu e restabelece a que está doente (cf. 34, 16). Um comportamento que é sinal do amor sem fim. É uma dedicação fiel, constante e incondicional, para que a sua misericórdia possa chegar a todos aqueles que são os mais frágeis. E, todavia, não devemos esquecer que a profecia de Ezequiel nasce da constatação das faltas dos pastores de Israel. Portanto far-nos-á bem, também a nós, chamados a ser Pastores na Igreja, deixar que a Face do Deus Bom Pastor nos ilumine, nos purifique, nos transforme e nos restitua plenamente renovados à nossa missão. Que também nos nossos ambientes de trabalho possamos sentir, cultivar e praticar um forte sentido pastoral, antes de tudo em relação às pessoas que encontramos todos os dias. Que ninguém se sinta ignorado nem maltratado, mas cada um possa experimentar, antes de tudo aqui, a atenção carinhosa do Bom Pastor.

Somos chamados a ser os colaboradores de Deus numa empresa tão fundamental e única como a de testemunhar com a nossa existência a força da graça que transforma e o poder do Espírito que renova. Deixemos que o Senhor nos liberte de toda a tentação que afasta do essencial da nossa missão, e voltemos a descobrir a beleza de professar a fé no Senhor Jesus. A fidelidade ao ministério conjuga-se oportunamente com a misericórdia, que desejamos experimentar. Além disso, na Sagrada Escritura fidelidade e misericórdia constituem um binômio inseparável. Onde se encontra uma, lá está também a outra, e é precisamente na sua reciprocidade e complementaridade que podemos ver a presença do próprio Bom Pastor. A fidelidade que se exige de nós consiste em agir segundo o Coração de Cristo. Como ouvimos das palavras do apóstolo Pedro, devemos apascentar a grei com um «espírito generoso», tornando-nos um «modelo» para todos. Deste modo, «quando aparecer o supremo Pastor» poderemos receber a «a coroa de glória imarcescível» (1 Pd 5, 14). (Papa Francisco, Homilia, 22 de fevereiro de 2016)

1º DOMINGO DA QUARESMA – ANO B

“O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus.” Mt 4,4

 

ORAÇÃO DO DIA

Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leituras da Liturgia Eucarística: Gn 9,8-15; Sl 24; 1Pd 3,18-22; Mc 1,12-15

 

EVANGELHO: Mc 1,12-15

Naquele tempo, o Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam.

Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

REFLEXÃO

“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quarta-feira passada, com o rito das Cinzas, teve início a Quaresma, e hoje é o primeiro domingo deste tempo litúrgico que faz referência aos quarenta dias que Jesus passou no deserto, depois do baptismo no rio Jordão. Escreve são Marcos no Evangelho de hoje: «O Espírito Santo levou Jesus para o deserto. Ali, durante quarenta dias, unicamente acompanhado pelos animais do deserto, sofreu as tentações de Satanás, que queria que cometesse pecado. E os anjos cuidavam dele» (1, 12-13). Com estas poucas palavras o evangelista descreve a prova enfrentada voluntariamente por Jesus, antes de começar a sua missão messiânica. É uma prova da qual o Senhor sai vitorioso e que o prepara para anunciar o Evangelho do Reino de Deus. Ele, naqueles quarenta dias de solidão, enfrentou Satanás «corpo a corpo», desmascarou as suas tentações e venceu-o. E n’Ele «todos vencemos, mas a nós cabe proteger no nosso dia-a-dia esta vitória.

A Igreja faz-nos recordar este mistério no início da Quaresma, porque ele nos dá a perspectiva e o sentido deste tempo, que é um tempo de combate— na Quaresma deve-se combater —um tempo de combate espiritual contra o espírito do mal (cf. Oração da colecta de Quarta-Feira de Cinzas). E ao atravessarmos o «deserto» quaresmal, nós mantemos o olhar dirigido para a Páscoa, que é a vitória definitiva de Jesus contra o Maligno, contra o pecado e a morte. Eis então o significado deste primeiro domingo de Quaresma: pormo-nos decididamente no caminho de Jesus, o caminho que conduz à vida. Olharmos para Jesus, para o que Ele fez, e andarmos com Ele.

E este caminho de Jesus passa através do deserto. O deserto é o lugar onde se pode ouvir a voz de Deus e a voz do tentador. No barulho, na confusão isto não se pode fazer; ouvem-se só as vozes superficiais. Ao contrário, no deserto podemos descer em profundidade, onde se joga deveras o nosso destino, a vida ou a morte. E como ouvimos a voz de Deus? Ouvimo-la na sua Palavra. Por isso é importante conhecer as Escrituras, porque de outro modo não sabemos responder às insídias do maligno. E volto a recordar o meu conselho de ler todos os dias o Evangelho: ler todos os dias o Evangelho, meditá-lo, um pouquinho, dez minutos; e levá-lo sempre connosco: no bolso, na bolsa… Tê-lo sempre connosco. O deserto quaresmal ajuda-nos a dizer não à mundanidade, aos «ídolos», ajuda-nos a fazer escolhas corajosas conformes com o Evangelho e que fortaleçam a solidariedade com os irmãos.

Entremos então no deserto sem medo, porque não estamos sozinhos: estamos com Jesus, com o Pai e com o Espírito Santo. Aliás, assim como para Jesus, é precisamente o Espírito Santo que nos guia no caminho quaresmal, aquele mesmo Espírito que desceu sobre Jesus e que nos foi doado no Baptismo. Por isso, a Quaresma é um tempo propício que deve levar-nos a tomar cada vez mais consciência de quanto o Espírito Santo, recebido no Baptismo, realizou em nós. E no fim do itinerário quaresmal, na Vigília pascal, poderemos renovar com maior consciência a aliança baptismal e os compromissos que dela derivam.

A Virgem Santa, modelo de docilidade ao Espírito, nos ajude a deixar-nos guiar por Ele, que de cada um quer fazer uma «criatura nova».

A ela confio, em particular, esta semana de Exercícios Espirituais, que terá início hoje à tarde, e na qual participarei juntamente com os meus colaboradores da Cúria Romana. Rezai para que neste «deserto» que são os Exercícios possamos ouvir a voz de Jesus e corrigir também os muitos defeitos que todos temos, e fazer face às tentações que cada dia nos insidiam. Portanto, peço-vos que nos acompanheis com a oração.” (Papa Francisco, Angelus, 22 de fevereiro de 2015)

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

le-ceneri-significato-biblico (2)

Ó Deus, vós tendes compaixão de todos e nada do que criastes desprezais: perdoais nossos pecados pela penitência porque sois o Senhor nosso Deus (Sb 11,24s.27).

ORAÇÃO DO DIA

Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leituras da liturgia eucarística: Jl 2,12-18; Sl 50; 2Cor 5,20-21.6,1-2; Mt 6,1-6.16-18

 

EVANGELHO: Mt 6,1-6.16-18

18

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.

Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.

Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.

Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

 

REFLEXÃO

“Como povo de Deus começamos hoje o caminho da Quaresma, tempo em que procuramos nos unir mais estreitamente ao Senhor Jesus Cristo, para partilhar o mistério da sua paixão e da sua ressurreição.

A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas nos propõe antes de tudo o trecho do profeta Joel, enviado por Deus para chamar o povo à penitência e à conversão, por causa de uma calamidade (uma invasão de gafanhotos) que devasta a Judeia. Somente o Senhor pode salvar do flagelo e precisa então suplicá-lo com orações e jejuns, confessando o próprio pecado.

O profeta insiste na conversão interior: ‘retorneis a mim com todo o coração’ (2, 12). Retornar ao Senhor ‘com todo o coração’ significa tomar o caminho de uma conversão não superficial e transitória, mas sim um itinerário espiritual que diz respeito ao lugar mais íntimo da nossa pessoa. O coração, de fato, é a sede dos nossos sentimentos, o centro em que amadurecem as nossas escolhas, as nossas atitudes.

Aquele ‘retorneis a mim com todo o coração’ não envolve somente os indivíduos, mas se estende a toda a comunidade, é uma convocação dirigida a todos: ‘congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa, seu leito’ (v. 16).

O profeta se concentra em particular na oração dos sacerdotes, fazendo observar que deve ser acompanhada pelas lágrimas. Fará bem a nós, a todos, mas especialmente a nós sacerdotes, pedir no início desta Quaresma o dom das lágrimas, de forma a tornar a nossa oração e o nosso caminho de conversão sempre mais autêntico e sem hipocrisia. Fará bem a nós fazer esta pergunta: eu choro? O Papa chora? O cardeal chora? Os bispos choram? Os consagrados choram? Os sacerdotes choram? O pranto está nas nossas orações?

É justamente essa a mensagem do Evangelho do dia. No trecho de Mateus, Jesus relê as três obras de piedade previstas pela lei mosaica: a esmola, a oração e o jejum, distingue-os, o fato externo, o fato interno, aquele chorar do coração. Ao longo do tempo, estas prescrições foram corroídas pelo formalismo exterior, ou então se mudaram em um sinal de superioridade social. Jesus coloca em evidência uma tentação comum nestas três obras, que se pode resumir justamente na hipocrisia (a nomeia bem três vezes): ‘Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles… Quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas…Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens…E quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócrita’ (Mt 6,1.2.5.16). Sabem, irmãos, que os hipócritas não sabem chorar, esqueceram como se chora, não pedem o dom das lágrimas.

Quando se realiza algo de bom, quase instintivamente nasce em nós o desejo de ser estimados e admirados por esta boa ação, para obter uma satisfação. Jesus nos convida a realizar estas obras sem ostentação alguma e a confiar unicamente na recompensa do Pai ‘que vê no segredo’ (Mt 6,4.6.18).

Queridos irmãos e irmãs, o Senhor nunca se cansa de ter misericórdia de nós, e quer nos oferecer uma vez mais o seu perdão, todos precisamos disso, convidando-nos a voltar a Ele com um coração novo, purificado do mal, purificado pelas lágrimas, para tomar parte da sua alegria. Como acolher este convite? Sugere isso São Paulo na Segunda Leitura do dia: ‘Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus’ (2 Cor 5, 20). Este esforço de conversão não é somente uma obra humana, é deixar-se reconciliar. A reconciliação entre nós e Deus é possível graças à misericórdia do Pai que, por amor a nós, não hesitou em sacrificar o seu Filho unigênito. De fato, o Cristo, que era justo e sem pecado, por nós foi feito pecado (v.21) quando na cruz foi encarregado dos nossos pecados e assim nos redimiu e justificou diante de Deus. ‘Nele’ nós podemos nos tornar justos, Nele podemos mudar, se acolhemos a graça de Deus e não deixamos passar em vão o ‘momento favorável’ (6, 2). Por favor, paremos, paremos um pouco e nos deixemos reconciliar com Deus.

Com essa consciência, começamos confiantes e alegres o itinerário quaresmal. Maria Mãe,  Imaculada, sem pecado, apoie o nosso combate espiritual contra o pecado, acompanhe-nos neste momento favorável, para que possamos alcançar e cantar juntos a exultação da vitória na Páscoa da Ressurreição.

E como sinal de querer nos deixarmos reconciliar com Deus, em público cumpriremos o gesto da imposição das cinzas sobre a cabeça. O celebrante pronuncia estas palavras: ‘Recorda-te que és pó e ao pó retornarás’ (cfr Gen 3, 19), ou repete a exortação de Jesus: ‘Convertei-vos e acreditais no Evangelho’ (cfr Mc 1, 15). Ambas as fórmulas constituem um chamado à verdade da existência humana: somos criaturas limitadas, pecadores sempre necessitados de penitência e conversão. Quanto é importante escutar e acolher tal chamado neste nosso tempo! O convite à conversão é então um empurrão a voltar, como fez o filho da parábola, aos braços de Deus, Pai terno e misericordioso, a chorar naqueles braços, a confiar Nele e se confiar a Ele.” (Papa Francisco, Homilia, Santa Missa com a imposição das cinzas, Basílica de Santa Sabina, Quarta-feira,18 de fevereiro de 2014)