29º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

 Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).

 

ORAÇÃO DO DIA

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leituras da liturgia eucarística: Is 53,10-11; Sl 32; Hb 4,14-16; Mc 10,35-45

 

EVANGELHO: Mc 10,35-45

 

Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”.

Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?”

Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!”

Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” Eles responderam: “Podemos”.

E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”.

Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim; quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

 

REFELXÃO

Renunciar às riquezas significa ter aquela disponibilidade à cruz demonstrada por Jesus. Mas os discípulos o seguiam neste caminho com espanto e temor. Sob este enfoque, o pedido dos filhos de Zebedeu e a indignação dos outros não são mais do que um sinal de incompreensão  da realidade de Jesus. Ainda não compreendem que segui-lo significa estar dispostos não a falar, mas a viver, a beber o seu cálice. O caminho para chegar a isso não é o do poder , mas o do serviço até o dom da vida. É a via escolhida por Jesus, servo sofredor.(Missal dominical, Paulus, 1995, p. 1053-54).

 

28º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

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Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel (Sl 129,3s).

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leituras da liturgia eucarística:  Sb 7,7-11; Sl 89, Hb 4,12-13; Mc 10,17-30

 

EVANGELHO: Mc 10,17-30

 

Naquele tempo, quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”

Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe”.

Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”.

Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”

Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”

Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”

Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?”

Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.

Pedro então começou a dizer-lhe: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”.

Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.

 

REFELXÃO

O tema da disponibilidade às exigências de Deus é posteriormente acentuado no episódio de um rico (diz-se comumente jovem rico) que quer saber o que deve fazer para se salvar. Ora, não basta observar os mandamentos materialmente, mas exige –se uma doação total. A reação do rico evidencia como as riquezas são obstáculo no caminho do Reino. A exigência proposta pelo Cristo assusta quem quer ser discípulo e esse espanto é bem pouco diminuído pela reação de Pedro e pela promessa de Jesus. Realmente, o discípulo está continuamente diante de uma opção: Deus ou as riquezas (Mt 6,24). (Missal Dominical, Paulus, 1995, p. 1049-50).

27º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO B

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 Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est. 1,9ss)

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (LD, ano XXIV, nº 286, p. 22)

Leituras da liturgia eucarística: Gn 2,18-24; Sl 127; Hb 2,9-11; Mc 10,2-16

 

EVANGELHO: Mc 10,2-16

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Naquele tempo, alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher.

Jesus perguntou: “O que Moisés vos ordenou?”

Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”.

Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”

Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto. Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar de seu marido e se casar com outro, cometerá adultério”.

Depois disso, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.

 

REFLEXÃO

Embora Jesus seja apresentado aqui como mestre das multidões e discutindo com os fariseus, na realidade seus ensinamentos – como só se vê em Marcos – se dirige aos discípulos, únicos capazes de cumprir fielmente a vontade do Pai. O episódio das criancinhas – a propósito das quais só Marcos observa a afeição humana de Jesus – serve como paradigma da disponibilidade do discípulo perante o Reino. Como a criança entra espontaneamente na maneira de ver de seu pai; assim o discípulo na do Pai dos céus.  (Missal Dominical, Paulus, 1995, p. 1041)