NOSSA SENHORA DO CARMO – 16 DE JULHO

“Salve, ó Santa Mãe de Deus, vós destes à luz o Rei, que governa o Céu e a Terra pelos séculos eternos.”

 

ORAÇÃO DO DIA

Venha, ó Deus, em nosso auxílio a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo para que possamos, sob sua proteção, subir ao monte que é Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

Leituras da liturgia eucarística: Zc 2,14-17; Lc 1,46-55; Mt 12,46-50

 

EVANGELHO: Mt 12,46-50

 

Naquele tempo, enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”.

Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

 

REFLEXÃO

Assim como Nossa Senhora do Carmo, sejamos fiéis ao Senhor. Peçamos que a Mãe de Deus nos ensine e nos ajude a ser dóceis, fiéis e servos do Senhor assim como ela o foi!

“Aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mateus 12, 50).

Nós celebramos hoje com muita alegria, amor e devoção a Festa de Nossa Senhora do Carmo. A Virgem Maria, ao ser invocada com o título de “Senhora do Carmo” – cujo significado é: “vinha do Senhor” – nos faz relembrar que ela é a flor mais bela e mais esplêndida que Israel pôde conhecer.

E por que Maria é tão bela e tão esplêndida!? Porque Maria é a flor primeira do jardim de Deus, porque o Pai precisou dela para que Seu Filho se fizesse humano entre nós, e o Espírito Santo dela se apossou para que a graça divina acontecesse para toda a humanidade. Ela é toda bela porque é toda de Deus; ela é esplêndida porque deixou brilhar em si a graça e a glória de Deus!

Nós não exaltamos hoje a Virgem Maria por ela ser simplesmente Maria, o que nós hoje celebramos, contemplamos e admiramos é a graça de Deus expressa em sua vida. Uma coisa é importante a se dizer é que, muitas vezes, nós encontramos pessoas agraciadas, com dons e talentos, e começamos a admirar todos esses dons e nos esquecemos do que Deus faz e fala por intermédio delas.

Quando contemplamos Maria, quando olhamos a sua beleza e contemplamos tudo aquilo que está nela, na realidade, admiramos tudo o que Deus fez por meio dela. Ela se fez serva e discípula do Senhor e, assim, deve acontecer conosco também quando nos tornamos servos, discípulos do Senhor e submissos à Palavra de Deus. Nesses casos não somos nós quem aparecemos, não é nosso nome que é o mais importante, mas é o Deus que está em nós, é o Deus que fala por nosso intermédio, é a graça de Deus que passa através de nós!

Nós não paramos em Maria, olhamos para ela e vemos que, para Deus, nada é impossível quando alguém se submete a fazer a vontade d’Ele.

Peçamos que Nossa Senhora do Carmo nos ensine e nos ajude a ser dóceis, fiéis e servos do Senhor assim como ela o foi! Assim serem

os mães, irmãos e discípulos do Senhor não por títulos, nem por merecimento, mas por força e empenho de realizar a vontade de Deus em nossa vida! (Padre Roger Araújo, Sacerdote da Comunidade Canção Nova)

15º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO B

Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15)

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (LD, ano XXIV, nº 282)

Leituras da liturgia eucarística: Am 7,12-15; Sl 84; Ef 1,3-10; Mc 6,7-13

 

EVANGELHO: Mc 6,7-13

 

Naquele tempo, Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros.

Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas.

E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!”

Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

 

REFLEXÃO

“Amados irmãos e irmãs!

No calendário litúrgico, a 15 de Julho celebra-se a memória de são Boaventura de Bagnoregio, franciscano, Doutor da Igreja, sucessor de são Francisco de Assis na guia da Ordem dos Frades Menores. Ele escreveu a primeira biografia oficial do Pobrezinho, e no final da vida foi também Bispo desta Diocese de Albano. Numa das suas cartas, Boaventura escreve: «Confesso diante de Deus que a razão que me fez amar mais a vida de Francisco é que ela se assemelha com o início e o crescimento da Igreja» (Epistula de tribus quaestionibus, em Opere di San Bonaventura, Introduzione generale, Roma 1990, p. 29). Estas palavras remetem directamente para o Evangelho deste domingo, que apresenta o primeiro envio em missão dos Doze Apóstolos por parte de Jesus. «Jesus chamou os Doze — narra são Marcos — e começou a enviá-los dois a dois… Ordenou-lhes que não levassem para o caminho a não ser um cajado: nem pão, nem alforge, nem dinheiro no cinto; que fossem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas» (Mc 6, 7-9). Francisco de Assis, depois da sua conversão, praticou à letra este evangelho, tornando-se uma testemunha fidelíssima de Jesus; e associado de modo singular ao mistério da Cruz, foi transformado num «outro Cristo», como precisamente são Boaventura o apresenta.

Toda a vida de são Boaventura, assim como a sua teologia têm como centro inspirador Jesus Cristo. Encontramos esta centralidade de Cristo na segunda Leitura da Missa de hoje (Ef 1, 3-14), o célebre hino da Carta de são Paulo aos Efésios, que inicia assim: «Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto dos Céus, nos abençoou com toda a espécie as bênçãos espirituais em Cristo». Por conseguinte, o Apóstolo mostra como se realiza este desígnio de bênção, em quatro trechos que começam todos com a mesma expressão «n’Ele», referida a Jesus Cristo. «N’Ele» temos a redenção mediante o seu sangue; «n’Ele» tornámo-nos herdeiros, predestinados a ser «louvor da sua glória»; «n’Ele» quantos crêem no Evangelho recebem o selo do Espírito Santo. Este hino paulino contém a visão da história que são Boaventura contribuiu para difundir na Igreja: toda a história tem como centro Cristo, o qual garante também a novidade e a renovação em todos os tempos. Em Jesus Deus disse e ofereceu tudo, mas dado que Ele é um tesouro inexaurível, o Espírito Santo nunca termina de revelar e de actualizar o seu mistério. Por isso, a obra de Cristo e da Igreja nunca regride, mas progride sempre.

Queridos amigos, invoquemos Maria Santíssima, que amanhã celebraremos como Virgem do Monte Carmelo, para que nos ajude a todos, como são Francisco e são Boaventura, a responder generosamente à chamada do Senhor, para anunciar o seu Evangelho de salvação com as palavras e antes de tudo com a vida.” (Papa Bento XVI, Angelus, 15 de julho de 2012)

14º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO B

Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da Terra; toda justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47,10s).

 

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vosso filhos e filhas de santa alegria e dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Oração das Horas)

 

Leituras da liturgia eucarística: Ez 2,2-5; Sl 122; 2Cor 12,7-10; Mc 6,1-6

 

EVANGELHO: Mc 6,1-6

Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.

Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele.

Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles.

Jesus percorria os povoados da redondeza, ensinando.

 

REFLEXÃO

“Queridos irmãos e irmãs!

Gostaria de falar brevemente sobre o trecho evangélico deste domingo, um texto do qual é tirado o célebre dito «Nemo propheta in patria», isto é, nenhum profeta é bem aceite pelo seu povo, que o viu crescer (cf. Mc6, 4). Com efeito, depois de Jesus, com quase trinta anos, ter deixado Nazaré e já há algum tempo pregava e fazia curas noutras partes, regressou uma vez à sua terra e pôs-se a ensinar na sinagoga. Os seus concidadãos «ficaram admirados» pela sua sabedoria e, conhecendo-o como o «filho de Maria», o «carpinteiro» que viveu no meio deles, em vez de o receber com fé ficaram escandalizados com Ele (cf. Mc 6, 2-3). Este facto é compreensível, porque a familiaridade a nível humano torna difícil ir além e abrir-se à dimensão divina. Eles têm dificuldade de acreditar que este Filho de um carpinteiro seja Filho de Deus. O próprio Jesus dá como exemplo a experiência dos profetas de Israel, que precisamente na sua pátria tinham sido objecto de desprezo, e identifica-se com eles. Devido a este fechamento espiritual, Jesus não pôde realizar em Nazaré «milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos» (Mc 6, 5). Com efeito, os milagres de Cristo não são uma exibição de poder, mas sinais de amor de Deus, que se realiza onde encontra a fé do homem na reciprocidade. Escreve Orígenes: «Do mesmo modo que para os corpos existe uma atracção natural da parte de uns para com os outros, como o ferro atrai o íman… também tal fé exerce uma atracção sobre o poder divino» (Comentário ao Evangelho de Mateus 10, 19).

Portanto, parece que Jesus se resigna — como se diz — ao mau acolhimento que encontra em Nazaré. Ao contrário, no final da narração encontramos uma observação que diz precisamente o contrário. Escreve o Evangelista que Jesus «se admira com a incredulidade deles (Mc 6, 6). À admiração dos cidadãos, que se escandalizam, corresponde a maravilha de Jesus. Também Ele, num certo sentido, se escandaliza! Não obstante saiba que profeta algum é bem aceite na pátria, todavia o fechamento do coração do seu povo permanece para Ele obscuro, impenetrável: como é possível que não reconheçam a luz da Verdade? Por que não se abrem à bondade de Deus, que quis partilhar a nossa humanidade? Com efeito, o homem Jesus de Nazaré é a transparência de Deus, n’Ele Deus habita plenamente. E enquanto nós procuramos sempre outros sinais, outros prodígios, não nos apercebemos de que o verdadeiro Sinal é Ele, Deus feito carne, é Ele o maior milagre do universo: todo o amor de Deus contido num coração humano, num rosto de homem.

Aquela que compreendeu deveras esta realidade foi a Virgem Maria, bem-aventurada porque acreditou (cf. Lc 1, 45). Maria não se escandalizou com o seu Filho: a sua admiração por Ele é cheia de fé, de amor e de alegria, ao vê-lo tão humano e ao mesmo tempo tão divino. Por conseguinte, aprendamos dela, nossa Mãe na fé, a reconhecer na humanidade de Cristo a perfeita revelação de Deus.” (Papa Bento XVI, 8 de Julho de 2012)