SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.

Leituras da Liturgia :Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab; Sl 44; 1Cor 15,20-27a; Lc 1,39-56

 

EVANGELHO: Lc 1,39-56

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

 

REFLEXÃO

“No coração do mês de Agosto os Cristãos do Oriente e do Ocidente celebram conjuntamente a Solenidade da Assunção de Maria Santíssima no Céu. Na Igreja Católica, o dogma da Assunção — como se sabe — foi proclamado durante o Ano Santo de 1950 pelo venerado (…) Servo de Deus Papa Pio XII.  Tal memória, porém, mergulha as suas raízes na fé dos primeiros séculos da Igreja. (…)

Na página do Evangelho de São Lucas, da liturgia hodierna, lemos que Maria, ‘naqueles dias, levantou-se e foi às pressas às montanhas, para uma cidade de Judá’ (Lc 1, 39). Naqueles dias Maria apressava-se para ir da Galileia até a uma cidadezinha nos arredores de Jerusalém, para ir encontrar a sua prima Isabel. Hoje, contemplamo-la que sobe rumo à montanha de Deus e entra na Jerusalém celeste, ‘revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas’ (Ap 12, 1). (…)

É um mistério grandioso, aquele que hoje celebramos, é, sobretudo, um mistério de esperança e de alegria para todos nós: em Maria vemos a meta para a qual caminham todos aqueles que sabem vincular a própria vida à vida de Jesus, que O sabem seguir como Maria. Então, esta solenidade fala do nosso futuro, diz-nos que também nós estaremos ao lado de Jesus na alegria de Deus e convida-nos a ter coragem, a acreditar que o poder da Ressurreição de Cristo pode agir também em nós, tornando-nos homens e mulheres que, todos os dias, procuram viver como ressuscitados, levando à obscuridade do mal que existe no mundo, a luz do bem.” (Papa Émerito, Bento XVI, Angelus, 15 ago 2011)

 

ORAÇÃO

 “Ao celebrar a sua Assunção ao Céu em corpo e alma, oramos a Maria para que ajude os homens e as mulheres do nosso tempo a viverem com fé e esperança neste mundo, procurando o Reino de Deus em todas as coisas; oxalá ela ajude os crentes a abrirem-se à presença e à ação do Espírito Santo, Espírito Criador e Renovador, capaz de transformar os corações; ilumine as mentes acerca do destino que nos espera, da dignidade de cada pessoa e da nobreza do corpo humano. Maria, elevada ao Céu, mostra-te a todos como Mãe de esperança! Mostra-te a todos como Rainha da Civilização do amor!” (São João Paulo II)

São Pedro e São Paulo

1.s.pedro e s.paulo

Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus. (Ant. entr.)

ORAÇÃO DO DIA

Ó Deus, que hoje nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes apóstolos que nos deram as primícias da fé.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (LD, ano XXIV, nº 282)

Leituras da liturgia eucarística: At 12,1-11; Sl 33; 2Tm 4,6-8.17-18; Mt 16,13-19

 

EVANGELHO: Mt 16,13-19

 sc3a3o-pedroNaquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”

Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

 

REFLEXÃO

Este trecho, não é importante só para a Igreja Católica, mas o é intrinsicamente. Assinala o evangelho de Mateus mudança importante. Compõe-se de duas partes: a confissão de Pedro, porta-voz dos Doze, sobre a messianidade de Jesus e, nela inserida, a promessa do primado que Jesus faz a Pedro. Cronologicamente, as duas coisas não parecem coincidir. De fato, a passagem seguinte não faz alusão à confissão da divindade de Jesus. O motivo por que Mateus uniu as duas partes deve ser buscado em sua teologia. A ruptura com Israel é agora definitiva: não é mais a planta de Deus; o discípulo deve abandoná-la: deixai-a; Jesus mesmo a abandona. Mas um Messias sem um povo é inconcebível, e Jesus o anuncia fundado sobre a Rocha que visivelmente, depois de seu desaparecimento, será Pedro, a quem dá as chaves. (MD, Paulus, 1995, p. 1335)

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – ANO B

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 “Eis os pensamentos do seu coração, que permanecem ao longo das gerações: libertar da morte todos os homens e conservar-lhes a vida em tempo de penúria.” (Sl 32,11.19).

 

ORAÇÃO DO DIA

Concedei, ó Deus todo-poderoso , que, alegrando-nos pela solenidade do Coração do vosso Filho, meditemos as maravilhas de seu amor e possamos receber, desta fonte de vida, uma torrente de graças. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leituras da liturgia eucarística: Os 11,1.3-4.8c-9; Is 12,2-6; Ef 3,8-12.14-19; Jo 19,31-37

 

EVANGELHO: Jo 19,31-37

 

Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.

Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum de seus ossos”. E outra Escritura ainda diz: Olharão para aquele que transpassaram”.

 

REFLEXÃO

“Na hodierna solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, a Igreja oferece à nossa contemplação este mistério, o mistério do coração de um Deus que se comove e derrama todo o seu amor sobre a humanidade. Um amor misterioso, que nos textos do Novo Testamento nos é revelado como paixão incomensurável pelo homem. Ele não se rende perante a ingratidão, e nem sequer diante da rejeição do povo que Ele escolheu para si; pelo contrário, com misericórdia infinita, envia ao mundo o seu Filho, o Unigênito, para que assuma sobre si o destino do amor aniquilado a fim de que, derrotando o poder do mal e da morte, possa restituir dignidade de filhos aos seres humanos, que o pecado tornou escravos. Tudo isto a caro preço: o Filho Unigênito do Pai imola-se na cruz: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (cf. Jo 13, 1). Símbolo de tal amor, que vai além da morte é o seu lado traspassado por uma lança. A este propósito, a testemunha ocular, o Apóstolo João, afirma: “Um dos soldados perfurou-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água” (cf. Jo 19, 34).” (Trecho da Homilia do Papa Bento XVI, de 19 de Junho de 2009)